Crítica | A Morte do Demônio: A Ascensão

Crítica | A Morte do Demônio: A Ascensão

Após três filmes, uma refilmagem e uma série de tv, a franquia Evil Dead ganha um novo longa-metragem chamado “A Morte do Demônio: A Ascensão”. O diretor Lee Cronin apresenta uma história nova que se inspira nos filmes de Sam Raimi e apresenta uma trama nova, original e criativa, sem perder a essência.

O início até engana por parecer que iremos ver mais do mesmo, mas logo em seguida somos apresentados a história principal. A protagonista é Beth (Lily Sullivan), uma mulher que trabalha como técnica de som de uma banda. Ao descobrir que está grávida, resolve ir encontrar com sua irmã Ellie (Alyssa Sutherland) em busca de apoio e conselhos. Após chegar no apartamento dela ocorre um terremoto e Danny (Morgan Davies), um dos três filhos de Ellie, encontra o Livro dos Mortos em uma câmara escondida na garagem do prédio. Obviamente ele recita trechos da obra através de um disco de vinil e dessa forma o demônio é solto, começando a aterrorizar a família.

O ambiente criado para o filme é bem interessante ao colocar os personagens presos em um prédio no meio de Los Angeles. Como aconteceu um terremoto, ocorre falta de luz, assim a família fica isolada no local. Convenientemente é uma construção antiga e que em breve será demolida, dessa forma existem poucos moradores. O design de produção e a fotografia definem bem o clima do local, que de uma residência comum se torna um local assustador por causa da escuridão e pelas paredes com aparência antiga graças à tinta descascada.

Outro ponto importante é como o roteiro, escrito pelo próprio Lee Cronin, alterna bem momentos de tensão e horror com outros de respiro. Além disso, o diretor dosa bem o clima de terror com o uso de maquiagem e truques práticos, que misturados com computação gráfica tornam os efeitos de “A Morte do Demônio: A Ascensão” bastante convincentes, parecendo uma versão atualizada dos filmes de Raimi. Cronin mantém um tom mais sério, similar à refilmagem de 2013, mas ele usa bem o exagero através de violência gráfica para dar um alívio cômico para a trama.

O roteiro também é eficiente na construção dos personagens, elemento essencial para um filme de terror para que o espectador crie empatia por eles e torça pela sobrevivência deles no final. Dessa forma, o argumento cria bem a dinâmica de uma família disfuncional tanto de forma dramática quanto cômica. Isso pode ser observado após Ellie ser possuída pelo demônio e o espírito utiliza a relação dela com o restante da família para manipulá-los, principalmente Kassie, a filha mais nova e a mais ingênua.

Em síntese, “A Morte do Demônio: A Ascensão” é mais um filme de qualidade na franquia Evil Dead. O diretor Lee Cronin apresenta uma história que é original, sem perder a essência das obras criadas por Sam Raimi.


Uma frase: – Kassie: “Você daria uma ótima mãe, tia Beth. Você sabe mentir pras crianças.”

Uma cena: A queda do elevador.

Uma curiosidade: O diretor Lee Cronin afirmou em uma entrevista que 6.500 litros de sangue falso foram usados ​​para o filme.


A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise)

Direção: Lee Cronin
Roteiro: Lee Cronin
Elenco: Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols e Nell Fisher
Gênero: Terror
Ano: 2023
Duração: 97 minutos

Ramon Prates

Analista de sistemas nascido em Salvador (BA) em 1980, mas atualmente morando em Brasília (DF). Cinema é sem dúvidas o meu hobby favorito. Assisto a filmes desde pequeno influenciado principalmente por meus pais e meu avô materno. Em seguida vem a música, principalmente rock e pop.

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