Star Wars – O Despertar da Força: As emoções de viver uma pré-estreia nerd!

A luz deu uma leve diminuída, foi o suficiente para a sala lotada do cinema entrar em euforia, iria começar, finalmente Star Wars – O Despertar da Força iria estrear. Só que foi apenas um alarme falso. Senti que meu coração poderia emperrar a qualquer momento, mas tal qual a Millenium Falcon, vaso ruim não quebra tão fácil assim.

A madrugada do dia 17 de Dezembro de 2015 começou diferente para muitos fãs, antigos e novos (sim, eles também tem o direito de serem fãs tanto quanto eu ou você), começou com fortes emoções e existia no ar uma pressão, uma ansiedade que era latente. A maioria das pessoas estavam já calejadas, algumas ali sofreram a grande depressão de 1999, o dia em que George Lucas nos apresentou A Ameaça Fantasma, o dia em que ele redefiniu a palavra decepção em mais de 9 mil línguas pela galáxia.

Um espetáculo, um acontecimento.
Um espetáculo, um acontecimento.

Durante o ano de 2015 passei por momentos de muita ansiedade, como muitos passava dias fazendo especulações, elocubrando teorias absurdas e cheguei até mesmo a ter um pesadelo tamanha a ansiedade que me causava saber que um novo “Guerra nas Estrelas” seria lançado. No dia da tão esperada estreia, minha pressão arterial e meu coração estavam tão intensos que jurei ter visto meu cardiologista surgir em forma espiritual tal qual Ben Kenobi ou Yoda apareciam para Luke Skywalker. Ele sempre me dizia: Meu velho, relaxe. J. J. sabe o que faz.

O Despertar da Força e de todas as emoções

Para a minha alegria (e a das pessoas próximas a mim que já andavam com o 192 digitados na tela do celular e o dedo milímetros acima da opção ligar), Star Wars – O Despertar da Força é mesmo o filme que todos os fãs estavam merecendo. Esse sim era o filme que estávamos esperando desde o século passado.

Existem problemas, bom, para quem estiver interessado em encontrá-los eles estarão lá, mas a verdade é que J. J. Abrams acertou em contar a história que todos já conhecemos e, além disso, agradar aos fãs mais antigos na mesma intensidade que buscou conquistar novos. Os personagens clássicos estão lá, as batalhas de ‘navinhas’ estão lá, a Força está mais presente do que nunca e o show das batalhas e lutas com sabre de luz são um verdadeiro deleite.

Poe, Rey e Finn
Poe, Rey e Finn

Emocionante, engraçado, muito bem conduzido e sincero, Star Wars – O Despertar da Força é tudo isso em um filme só, é como se unisse o melhor do Episódio IV com os momentos mais intensos do Episódio V, os filmes mais adorados pelos fãs da saga. Sim, é a mesma história, são as mesmas jornadas de aprendizado, a mesma jornada do herói, e a mesma formação do arquétipo do vilão (existe aqui uma pequena inversão de ‘tentações’, mas é a mesma coisa).

Assistir uma pré-estreia nerd, no alto dos primeiros minutos da madrugada, ver pessoas fantasiadas, alguns apenas com as camisas, outros levando seus filhos(as) ou simplesmente reunido com seus amigos, tudo isso envolve de uma maneira tão comovente que é impossível não se arrepiar em vários momentos. É contagiante. Como não vibrar quando o clássico letreiro apresenta a ‘sinopse’ da história, ou ainda quando, no clímax, o sabre de luz voa para a mão certa e a madeira, ou melhor, a luz começa a gemer e, como dizemos aqui na Bahia, vemos o vilão ser lascado em banda?!

Agora sim, de alma lavada, com o coração no lugar certo e na intensidade certa, sem ver mais o meu cardiologista surgindo à minha frente mandando eu dobrar a dose do enalapril antes que minhas veias explodam tal qual uma estrela da morte, posso gritar:

– Bora Star Wars minha porra!!!


Esse filme é pra você!
Esse filme é pra você!
  1. Tem porcolega aqui no chiqueiro querendo dar apenas 4 (Kevin) Bacons para o filme. Não corroboro. 5 Bacons crocantes para mim, mesmo com algumas coisas não tão acertadas, é Star Wars, é lindo, tem momentos emocionantes, momentos angustiantes e tem alguns muito bem vindos alívios cômicos.
  2. Finn com Rey, Rey sozinha, Finn com Poe, Han Solo, Chewie, BB-8. Coisa linda de morrer.
  3.  Kylo Ren tem potencial, é só não tirar nunca mais o capacete para apresentar aquela cara de menino amarelo que dá certo.
  4.  Tem piloto gordinho, tá tudo certo com Star Wars.
Queria ser astronauta mas tudo o que consegui na vida foi cair de um carro em movimento, fissurar meu crânio andando de skate e zerar Alex Kid in The Miracle World no Master System. Nas horas vagas vejo filmes que ninguém conhece, mato monstros que não existem e torço por um time que nunca vence.

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