Review | Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order

O jogo Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order foi lançado em 2019 exclusivamente para o Nintendo Switch. O game desenvolvido pela Team Ninja é continuação de uma franquia de sucesso lançadas em 2006 e 2009 respectivamente para diversas plataformas, inclusive uma versão remasterizada para a geração atual. Apesar de ter recebido reviews mistos, isto é, não teve boas críticas, Marvel Ultimate Alliance 3 vendeu bastante e se tornou um dos mais vendidos de 2019 do Switch.

A verdade é que Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order pouco acrescenta a franquia, a não ser pela quantidade de novos personagens incluídos para jogar. Esse é o principal atrativo do game, principalmente para quem curtiu jogar os jogos anteriores. A história já começa sendo protagonizada inicialmente pelos Guardiões da Galáxia, grupo de heróis da Marvel que ficou famosa principalmente graças aos filmes do MCU.

A narrativa do game lembra um pouco o que foi visto recentemente nos cinemas em Vingadores Guerra Infinita e Ultimato onde os heróis da Marvel precisam reunir as jóias do infinito antes do vilão Thanos. Aos poucos outros personagens surgem e ficam disponíveis para serem controlados pelo jogador.

A jogabilidade continua a mesma onde o jogador monta um grupo com 4 personagens e controla apenas um deles, mas é possível controlar mais no modo multiplayer. Marvel Ultimate Alliance 3 segue uma linha meio beat´em up, onde basicamente você avança no mapa enquanto derrota os inimigos que aparecem na tela e no final de cada fase aparece um chefão. Inicialmente é uma experiência bem confusa, mesmo para quem jogou os jogos anteriores, já que dominar os controles e entender o que está acontecendo na tela é um pouco complicado. Depois de um tempo você se acostuma com a “confusão” e consegue se divertir.

Ao avançar do jogo os personagens ganham experiência e sobem de nível, assim é possível melhorar seus poderes e liberar novas habilidades. Entretanto, essa parte RPG do game também é bem confusa, já que aparentemente existem muita coisa para customizar, mas na prática pouco parece mudar na jogabilidade. Existem, por exemplo, alguns pequenos bônus dados a depender do grupo de personagens que você escolha para jogar. Porém isso não parece fazer muito efeito na hora de jogar.

Sem dúvidas um dos principais problemas do game é essa complexidade desnecessária na customização dos personagens. Contudo, o maior problema de Marvel Ultimate Alliance 3 é a repetição. O jogo pouco explora a narrativa ou o avançar do jogador nos mapas das fases. Nos anteriores tinha um pouco de exploração, encontrar o caminho correto e alguns puzzles, mas no 3 é basicamente andar e bater, derrotando os inimigos, e seguir em frente.

Isso não seria um problema se a mecânica do game fosse mais simples, principalmente na já citada customização. Além disso, Marvel Ultimate Alliance 3 é bastante longo sem necessidade. Para piorar, os modos extra existentes são repetições de trechos do game. Então para desbloquear alguns personagens é necessário jogar novamente partes do jogo. Isso torna a experiência do game ainda mais cansativa.

Contudo, apesar de tudo Marvel Ultimate Alliance 3 ainda é um game divertido, principalmente para os fãs da Marvel e da franquia de jogos. É legal poder jogar com novos personagens e cada um que surge já compensa um pouco a “repetição” da jogabilidade, já que surgem novos golpes a serem explorados. É pouco pensando no potencial que o jogo tinha, mas o resultado é positivo.


Classificação:


Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order

Plataformas: Nintendo Switch
Produtora: Nintendo
Desenvolvedora: Team Ninja
Diretor: Hiroya Usuda, Ariko Kimoto e Yohei Shimbori
Ano: 2019

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