Review | The Walking Dead – 6×14: Twice as far

A vida é feita de escolhas e para cada uma delas existe uma renúncia. Assistir The Walking Dead é provavelmente uma escolha baseada em alguns episódios-chave, ‘Twice as far‘ (o 14º episódio da 6º temporada da série) não é um deles, ainda que tenha trazido um grande susto, perdas importantes e novos rumos para alguns personagens.

Aviso de SPOILERS

Os comentários a seguir falam sobre acontecimentos encontrados em Scarred, o décimo quarto episódio da sexta temporada de The Walking Dead.

#TWD (S06E14) – Twice as far

Após o chocante episódio anterior, dá para perceber que as ações tomadas pelos personagens ainda ecoam, pelo menos na cabeça de alguns. Existe também no início de ‘Twice as far‘ um jogo interessante com as imagens e os closes feitos em alguns objetos ou locais. É o jogo da passagem do tempo, dá para perceber nitidamente que após a chacina feita pelo grupo de Rick nos outros ‘feudos’ alguns dias se passaram. É nítido não apenas quando Rick visita a prisão de Morgan, já pronta, como também no cinzeiro sempre cheio de cigarros e na própria rotina ‘bucólia’ da base dos protagonistas.

Na próxima vez você terá escolhas. (Morgan)

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A ação no entanto começa mesmo quando acompanhamos a saída de duas comitivas em busca de suprimentos. Em uma delas Eugene tenta mostrar para Abraham que já sabe manjar dos paranauê da sobrevivência, mas quando surge um zumbi com um “capacete improvisado” as coisas se complicam um pouco. Esse momento me remeteu a zoadíssima série Z Nation (que me desculpem, me diverte demais com a sua vibe trash).

Eugene teve, finalmente, uma ideia genial. A produção de balas vai tornar Alexandria um grande centro comercial do armamento no apocalipse, entretanto, seu ego acaba gerando uma discussão que termina em uma separação dos dois e este ato vai ecoar no fim do episódio. Escolhas determinam caminhos e traçam destinos.

Duas vezes mais longe

Tempo x Escolhas, quem vai vencer? Quando a segunda comitiva que partiu de Alexandria em busca de suprimentos, no caso aqui de remédios, chega em uma ‘encruzilhada’, eles precisam decidir qual caminho seguir. O mais perto ou o mais distante? Numa análise rápida aposto que seguiria com Rosita (calma) mas será que Daryl estava sendo apenas chato ou cauteloso? Não tão cauteloso, afinal ele aceitou sair de Alexandria com a única ‘médica’ do local que não era uma exímia ‘sobrevivente’.

Se os trilhos levaram os personagens tempos atrás a um caminho da morte, em ‘Twice as Far’ a história se repete. Em menor escala, é verdade. E o momento ‘bate coração’ não foi quando vimos o “nana neném” e sim quando a flecha perfurou o belo crânio de Denise. Foi tão rápido que deu tempo de ela quase terminar o que estava dizendo.

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O caminho mais curto se mostrou errado, a escolha foi feita baseada num acontecimento prévio, afinal, na ida Rosita chegou sem problema algum. E quando os ‘saqueadores’ (depende do lado que você vê) são revelados, Daryl tem outro choque de realidade. A sua escolha baseada em um outro acontecimento prévio se mostrou errada também. Será que ele deveria ter matado aquele sujeito que roubou a sua moto e a sua besta?

Estágio 2, mordedor

Você sabe moder um pau, Eugene. Falo isso com o maior respeito. (Abraham)

Verdade ou consequência? Parece ser essa a brincadeira final deste 14º episódio da 6º temporada de The Walking Dead. Seguir os seus instintos de sobrevivência ou pagar pelos seus atos, ou melhor, por suas escolhas? Sobreviver num apocalipse zumbi exige sacrifícios, e alguns deles são bem maiores do que morder o bilau de alguém…

Carol, que nos últimos episódios deixou de ser uma anti-heróina para flertar com o seu passado frágil, fez a sua escolha. Viver em Alexandria ou em qualquer outro ‘feudo’ mais desenvolvido e protegido tem mesmo o seu preço. E a consequência disso virá mais cedo ou mais tarde, independente das alternativas e dos caminhos que serão tomados.

3 thoughts on “Review | The Walking Dead – 6×14: Twice as far”

  1. Porra man, tinha achado o episódio bem mais ou menos, mas depois dessa sua análise “filosófica” até achei o episódio interessante de alguma forma. Talvez até aqui esse tenha sido o seu review mais “inspirado” sobre o seriado. 🙂

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