2010 – O Ano Em Que Faremos Contato
Comparar 2010 – O Ano Em Que Faremos Contato com 2001 – Uma Odisseia no Espaço é um ato de grande covardia, portanto, evitarei ao máximo fazê-lo. Pretendo analisar esta space opera pelo o que ela é. É uma missão difícil, já que é impossível esquecer o balé tecnológico de Kubrick, mas prometo que irei tentar.
Nove anos após os acontecimentos de 2001, uma missão compartilhada entre russos e americanos parte para os satélites de Júpiter em busca da nave Discovery e de respostas sobre o misterioso monólito. Tentando incrementar o roteiro, é adicionado o contexto da Guerra Fria. As coisas ficam cada vez piores entre a União Soviética e Os Estados Unidos, tornando o medo de uma nova guerra algo palpável. Tal escolha não poderia ter sido mais errada, pois faz de 2010 – O Ano Em Que Faremos Contato um filme muito datado e abre espaço para uma conclusão piegas.
Temos aqui a típica continuação que foi feita apenas para angariar dólares. Deve-se elogiar Peter Hyams por não tentar imitar Kubrick. O diretor investe em um estilo mais simples e direto, mas nada fascinante. Algumas respostas pouco inspiradas nos são oferecidas. Quando pensamos na qualidade de tais respostas, chegamos a conclusão de que era melhor curtir o mistério. Aliás, temos muito pouco de mistério aqui, menos ainda de beleza e absolutamente nada de poesia. 2010 – O Ano Em Que Faremos Contato merece alguns elogios por recriar na raça cenários de 2001 e por conter atuações sólidas do seu competente elenco. O filme foi indicado a 5 Oscar técnicos em 1984 e não levou nenhum.
Pois é. Não consegui cumprir o que prometi no primeiro parágrafo. Talvez eu aproveitasse mais o filme caso jamais tivesse visto 2001. Algum fã de 2010 aqui para defendê-lo?
***Classificação***
Título original: 2010
Título nacional: 2010 – O Ano Em Que Faremos Contato
Ano: 1984
Duração: 116 min
Diretor: Peter Hyams
Roteiro: Peter Hyams
Gênero: Mistério/SCI-FI/Thriller
Elenco: Roy Scheider, John Lithgow, Helen Mirren, Bob Balaban
Sempre tive preguiça de assistir esse filme e estou sem ver até hoje. Depois desse texto continuo do mesmo jeito. hehehehe
Tamo junto