Crítica | Entre Vinho e Vinagre (Wine Country)

O filme “Entre Vinho e Vinagre”, da Netflix, é um marco importante nas diversidades das comédias voltadas para o público adulto. E melhor ainda, ele é estrelado e dirigido por mulheres. A comediante Amy Poehler faz sua estreia na direção e também é uma das protagonistas. A atriz faz um bom trabalho e reúne um ótimo elenco, que contém algumas ex-colegas do programa Saturday Night Live.

Na trama um grupo de amigas se reúne para viajar em comemoração ao aniversário de 50 anos de uma delas. O destino é Napa, local famoso por suas vinícolas. No entanto, elas não estão interessadas em aprender sobre vinhos. As mulheres foram colegas de trabalho no início da juventude, mas agora na vida adulta é difícil conseguir reunir todas já que cada uma tem sua própria vida ocupada com trabalho e família.

Bom, uma comédia estrelada por ex-integrantes do SNL é de se imaginar que o tom será mais de besteirol. No entanto, o humor de “Entre Vinho e Vinagre” é mais contido, um reflexo da maturidade das personagens. Mas é claro que temos uma cena ou outra que mostra um humor mais físico e non-sense.

A viagem é uma maneira para elas fugirem dos seus próprios problemas e celebrar a amizade, no entanto algumas delas têm segredos e questões e têm dúvidas se querem compartilhar ou não com as outras. Ou seja, “Entre Vinho e Vinagre” é uma história sobre amizades femininas e também sobre superações.

Os destaques do elenco são Amy Poehler e Maya Rudolph, as mais famosas e também as mais talentosas do grupo. Poehler encarna uma personagem que lembra muito uma de suas personagens mais famosas: Leslie Knope de Parks and Recreations. Ela é “controladora” e responsável pela programação da viagem, querendo garantir que todo o itinerário seja cumprido. Já Rudolph tem as cenas onde o humor físico é mais usado. Ainda temos a participação especial de Tina Fey, que apesar de aparecer menos, sempre rouba a cena quando está na tela.

Poehler também acerta como diretora ao conseguir alternar entre a comédia e o drama com naturalidade, fazendo com que a história seja verossímil. E além de retratar bem a vida de mulheres adultas e maduras, ainda arruma tempo para mostrar um pouco do conflito de gerações, quando o grupo vai em uma exposição de arte.

Em síntese, “Entre Vinho e Vinagre” é uma comédia leve e divertida que aborda muito bem mulheres adultas de forma inteligente e interessante.


Uma frase: – Tammy: “Lembrem-se: o que falarmos aqui, provavelmente seja o que sempre sentimos e a bebida nos fez soltar.”

Uma cena: A ida das amigas a um restaurante chique jantar.

Uma curiosidade: O filme é inspirado em uma viagem real de estrelas do Saturday Night Live fez juntas para celebrar o aniversário de 50 anos de uma delas.


Entre Vinho e Vinagre (Wine Country)

Direção: Amy Poehler
Roteiro:
Emily Spivey e Liz Cackowski, história de Amy Poehler, Emily Spivey e Liz Cackowski
Elenco: Rachel Dratch, Ana Gasteyer, Amy Poehler, Maya Rudolph, Paula Pell, Emily Spivey, Cherry Jones, Maya Erskine, Jason Schwartzman e Tina Fey
Gênero: Comédia
Ano: 2019
Duração: 103 minutos

2 thoughts on “Crítica | Entre Vinho e Vinagre (Wine Country)”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *