Crítica | Invocação do Mal 2 (2016)

No auge das férias americanas, setembro de 2013, James Wan lançou nos cinemas o que seria o novo “wannabe” do universo de terror. Quase uma unanimidade, Invocação do Mal agradou não só os entusiastas do gênero mas também o público em geral que pulou da cadeira já nos minutos iniciais do longa. Obviamente não iria demorar para o filme virar uma franquia e o peso da responsabilidade poderia guiá-lo ao buraco negro onde todas as outras continuações de filme de terror estão. Tudo levava a crer que esse seria seu destino… mas não foi.

Um dos grandes méritos de Invocação do Mal foi a escalação do elenco, em especial o casal de protagonistas Ed e Lorraine Warren interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga. A química entre os dois é excepcional e o carisma é tão natural que conquista o público, nos importamos com eles a todo momento; seja em uma situação de troca de carinhos até mesmo quando estão em perigo – mesmo sabendo que dificilmente eles terão um destino trágico. Isso é um mérito que a maioria dos filmes atuais não conseguem alcançar.

No caso de Invocação do Mal 2, os Warren vão para a Inglaterra ajudar a família Hodgson que sofre com situações de caráter sobrenatural. Desta vez, um caso famoso e com a atenção da imprensa e população local, eles não deveriam interferir, apenas observar e coletar provas, saber se aquele caso é genuíno e não uma espécie de histeria coletiva. Uma coisa a se pontuar é que eles são confrontados algumas vezes com a possibilidade de estarem lidando com cenas “preparadas” da mesma forma como são interpelados por críticos e céticos ao trabalho deles. Embora não seja recorrente durante o filme é importante lembrar que o trabalho pouco ortodoxo dos Warren também não é visto com bons olhos por muita gente.

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Além do elenco outro ponto fundamental para o sucesso de Invocação do Mal 2 é sua qualidade técnica. A construção da atmosfera de terror impressiona e apesar de Ed e Lorraine serem os protagonistas, os momentos em que eles não estão presentes são os mais tensos. Nas cenas onde a entidade começa a dar sinais para a jovem Janet (Madson  Wolfe) não conseguimos piscar em meio a mistura de ansiedade e medo, sem recorrer a sustos baratos e trilha sonora estridente. Nos sentimos praticamente no lugar da menina embora algumas vezes a coragem dela em desvendar o motivo dos barulhos seja bem incomum para alguém da sua idade. O mesmo vale para seu irmão caçula que  se coloca em situações de confronto com  o próprio medo.

Embora tenha gostado muito  do filme, acredito que seu antecessor seja superior em dois quesitos: A história de abertura que foi menos impactante do que a boneca maldita Anabelle (sua história foi tão bem aceita que ela ganhou um filme próprio – bem ruim por sinal) e o desfecho da história. O final de Invocação do Mal 2 não é ruim, longe disso, mas fugiu da história verídica que eles apresentavam e colocou como vilão uma entidade que merecia um destaque maior – quem sabe um terceiro filme – descaracterizando o poltergeist da casa. Embora expliquem a conexão eu achei forçado. Apesar disso, Invocação do Mal 2 é um filme muito bom e merece ser conferido no cinema, de preferência em salas mais vazias onde você possa curtir a experiência de ver um filme de terror na telona, sem mal educados gritando e tirando todo e qualquer clima de tensão!

 



Uma cena: Quando Janet desiste de entender o que está acontecendo e se enfia embaixo dos lençois como qualquer criança o faria. A cena é aterrorizante e lembra um pouco a famosa cena do choro em A Bruxa de Blair.

Uma curiosidade: O nome do demônio que assombra os Warren pode ser visto cinco vezes na casa deles. Se você conseguiu pescar os easter eggs conta nos comentários!!

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A Invocação do Mal 2 (The Conjuiring 2)The-Conjuring-2-Poster-2-202x300

Direção: James Wan
Roteiro: Carey HayeChad HayesJames Wan
ElencoPatrick WilsonVera FarmigaMadison WolfeFrances O’ConnorLauren EspositoBenjamin HaighSimon McBurney
Gênero: Terror
Ano: 2016
Duração: 133 min

 

5 thoughts on “Crítica | Invocação do Mal 2 (2016)”

  1. O nome do demônio eu reparei um vez só, quando a Lorraine riscava/rasgava a biblia, tinham letras na estante de livros formando o nome.

  2. Só vi 3. Na estante de livros, na janela escrito com umas letras coloridas e na cozinha também escrito direto na madeira, mas nao lembro em qual lugar

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