Crítica | O Macaco (2025)
Em Longlegs, Osgood Perkins provou sua habilidade em construir uma atmosfera tensa e investir em uma violência gráfica perturbadora. Ao assistir O Macaco, eu esperava algo na mesma linha, mas me deparei com uma proposta diferente. Baseado no conto de Stephen King, o roteiro serve apenas como pano de fundo para o verdadeiro foco: sequências de morte criativas, chocantes e que beiram o cômico de tão absurdas.
Quando o macaco de brinquedo começa a esmerilhar sua bateria, alguma morte aleatória e bizarra vai acontecer. O filme não oferece suspense ou terror propriamente dito, no máximo nos deixa levemente ansiosos enquanto tentamos adivinhar quem irá morrer e como.
Os personagens principais são dois irmãos gêmeos que têm contato com esse macaco assassino na infância e, posteriormente, na vida adulta. A ideia é tentar parar o ciclo de alguma forma, mas, obviamente, a tarefa parece ser impossível.

Com elementos como o gore de Evil Dead e a inevitabilidade da morte de Premonição, O Macaco pode ser um tanto decepcionante para quem esperava o Osgood Perkins de Longlegs. E também para quem buscava um mínimo de conexão sentimental com os personagens e seus conflitos. De qualquer forma, indo de mente aberta, é possível experimentar momentos de uma macabra diversão.

Uma frase: “Todo mundo morre. Alguns de nós pacificamente e dormindo e outros de nós… horrivelmente. E é a vida.”
Uma cena: A morte na piscina.
Uma curiosidade: No livro de King o macaco toca pratos, mas no filme foi alterado para bateria. Isso para não ter problemas de direitos autorais com a Disney e seu macaco de brinquedo em Toy Story.
O Macaco (The Monkey)

Direção: Osgood Perkins
Roteiro: Osgood Perkins, Stephen King
Elenco: Theo James, Tatiana Maslany, Christian Convery
Gênero: Horror, Comédia
Ano: 2025
Duração: 98 minutos
IMDb
Onde assistir: Amazon Prime Video
