Review | One Night Stand

Review | One Night Stand

O mundo dos games indie é fascinante e é capaz de entregar ao jogador as mais diversas experiências fora do padrão dos jogos tradicionais, assim sempre é possível se surpreender, mesmo com ideias simples. Afinal de contas, quem nunca teve uma noite de sexo casual ou de beber e acordar sem saber exatamente o que aconteceu na noite anterior. “One Night Stand” transforma algo “cotidiano” em um jogo curioso pela sua premissa, mas também extremamente divertido, apesar da sua simplicidade.

No jogo você acorda em uma cama estranha sem saber como foi parar lá e a única sensação que você tem é de uma ressaca. Ao olhar para o lado vê que está junto com uma mulher, mas não faz ideia de quem ela seja. A partir daí a premissa é simples: descobrir o que aconteceu. “One Night Stand” mistura um pouco de tomada de decisão, onde é necessário escolher uma resposta ou pergunta a fazer, com pitadas de “point-and-click”, onde é possível explorar os objetos no cômodo para obter informações sobre o que ocorreu na noite anterior.

One Night Stand” é o primeiro game da desenvolvedora Lucy Blundell e ela conta que a inspiração veio ao ver um jovem andando de transporte público com uma aparência deplorável e imaginou o que teria acontecido com ele constando que uma teoria interessante seria que ele estaria voltando de uma noite de bebedeira e sexo casual. Ela fez a versão inicial do jogo em uma game jam na itch.io e utilizou uma filmagem dela própria utilizando a técnica de rotoscopia – utilizada no cinema em filmes como O Homem Duplo (A Scanner Darkly de 2006) de Richard Linklater – para criar a parte visual. O resultado do gráfico ficou muito bonito e o estilo simples combinou com a jogabilidade.

Para saber mais sobre a jogabilidade você pode conferir o vídeo abaixo. Fiz um Mico Review onde mostro um pouco de One Night Stand:

A diversão do jogo é explorar os finais diferentes, já que o tempo para chegar até o final da jornada é relativamente curto. Assim o jogador pode averiguar as possibilidades, como simplesmente tentar ir embora sem falar com a dona da casa, ou tentar descobrir mais sobre a noite anterior. Obviamente que existem finais “felizes” e outros “tristes”, bem próximos do que poderia acontecer no mundo real. Você pode ser um babaca sem noção ou tentar ser mais cuidadoso e preocupado com a situação. 

O fato da trama ser verossímil faz com que seja mais fácil se colocar dentro da circunstância, garantindo a imersão dentro de “One Night Stand”, mas por outro lado tomar decisões que talvez você não fizesse no “realidade” talvez traga um pouco de desconforto, mas o interessante é justamente sair dessa “zona de conforto”. Assim a experiência de jogar é intrigante por causa desses sentimentos conflitantes que podem surgir na cabeça do jogador. E já imagino que o game poderia até ter uma continuação ao mostrar a mesma situação, só que do ponto de vista feminino. Fica aí a sugestão para a desenvolvedora Lucy Blundell.


Classificação:


One Night Stand

Plataformas: Microsoft Windows, macOS, Linux, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One
Desenvolvedora: Kinmoku
Gênero: Visual novel
Ano: 2016

Ramon Prates

Ramon Prates

Analista de sistemas nascido em Salvador (BA) em 1980, mas atualmente morando em Brasília (DF). Cinema é sem dúvidas o meu hobby favorito. Assisto a filmes desde pequeno influenciado principalmente por meus pais e meu avô materno. Em seguida vem a música, principalmente rock e pop.

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