Crítica | Missão: Impossível – Efeito Fallout

Missão: Impossível – Efeito Fallout se mantém fiel à fórmula que fez das aventuras do agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) uma das melhores franquias de ação dos últimos 20 anos. O sexto filme da série eleva o nível da produção para entregar ao público um thriller ainda mais eletrizante, cheio de referências aos longas anteriores, com direção impecável, elenco entrosado e excelente trilha sonora.

Tom Cruise mais uma vez concentra todo o protagonismo e imprime sua marca pessoal no longa cuja missão é evitar que uma rede de terroristas leve a cabo um plano de ataque com bombas nucleares. Ao encarar operações suicidas para cumprir sua missão, Hunt revisita memórias de erros do passado e passa por intensos testes físicos e emocionais, que dão profundidade e humanizam os dramas do personagem.

Na sua equipe, os fiéis Luther Stickell (Ving Rhames) e Benji Dunn (Simon Pegg), que são um acertado alívio cômico para os poucos momentos de respiro do filme. Além deles, Ethan conta ainda com a companhia dos agentes Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), do MI6, e August Walker (Henry Cavill), da CIA. Entre eles, um alvo em comum: Solomon Lane (Sean Harris), um vilão que amarra pontas do filme anterior da franquia.

Super bigode

Missão: Impossível - Efeito Fallout, foto

A única a atuação que consegue fazer frente à entrega pessoal de Tom Cruise ao filme é, sem sombra de dúvida, a de Henry Cavill, que teve a carreira alavancada após interpretar o Super-Homem nas mais recentes produções da DC Comics. A química entre os dois atores garantem boas cenas de luta e de perseguição. Com camadas de cinismo e simpatia, Cavill dá frescor à franquia e consegue até mesmo roubar alguns momentos de protagonismo do veterano Cruise.

Empoderamento feminino

Efeito Fallout acerta também no tom das personagens femininas. Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), Erica Sloan (Angela Bassett) e Viúva Branca (Vanessa Kirby) estão em posições de poder e o roteiro permite que elas o exerçam nas mesmas condições dos personagens masculinos. Ainda que presente na narrativa apenas como recurso para ajudar na jornada do herói Ethan Hunt, Ilsa é o interesse amoroso que se destaca por não ser uma donzela em perigo e por apresentar dilemas morais que favorecem a identificação do público com a personagem.

Herói e vilão

Neste sexto filme da franquia, o agente Hunt é ainda mais confrontado com seu passado, aprofundando seus conflitos pessoais. Diversas reviravoltas ao longo da ação humanizam o personagem e, dessa forma, fazem sobressair o vilão mais difícil a ser enfrentado pelo herói que é ele mesmo. Enquanto o antes seguro e otimista Ethan corre, escala, pilota e dirige em alta velocidade, o espectador testemunha o amadurecimento pessoal do agente que também vacila na tomada de decisões e questiona as consequências delas.


Uma frase: Solomon Lane: – Sua missão, caso aceite… alguma vez não aceitou? O fim que sempre temeu chegou. A sangue estará em suas mãos. O resultado das suas boas intenções

Uma cena: A de perseguição pelas ruas de Paris.

Uma curiosidade: Durante as filmagens, Tom Cruise fraturou o tornozelo ao saltar de um prédio.


Missão: Impossível - Efeito Fallout, cartazMissão: Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout)

Direção: Christopher McQuarrie
Roteiro:
Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Henry Cavill, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Sean Harris, Angela Bassett, Vanessa Kirby e Alec Baldwin
Gênero: Ação, Aventura
Ano: 2018
Duração: 147 minutos

Filha dos anos 80, a Não Traumatizada, Mãe de Plantas, Rainha de Memes, Rainha dos Gifs e dos Primeiros Funks Melody, Quebradora de Correntes da Internet, Senhora dos Sete Chopes, Khaleesi das Leituras Incompletas, a Primeira de Seu Nome.

2 thoughts on “Crítica | Missão: Impossível – Efeito Fallout”

  1. Gosto dessa franquia cinematográfica, mas ainda não conferi esse novo “Missão Impossível”. Entretanto, estou entusiasmada com as críticas que ando lendo. Parece que o filme é bom mesmo!

  2. No próximo Missão Impossível Ethan Hunt vai retirar sua máscara e a gente vai descobrir que, na verdade, durante todo esse tempo era Simon Pegg.

    E ele tem um bigode…

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