Crítica | O Assassino: O Primeiro Alvo

Um início empolgante, Michael Keaton em bom momento e Dyllan O’Brien surpreendentemente agressivo. O Assassino: O Primeiro Alvo (American Assassin) é um filme que pega as características boas – na minha opinião – das duas grandes franquias de ação dos últimos anos, uma trama sobre contraterrorismo que já estamos habituados a ver, mas com um final explosivo.

O diretor Michael Cuesta (O Mensageiro, 12 Anos e Pouca Ilusão) traz o filme ambientado em alguns países resumindo três cenários: Estados Unidos, Europa e Líbia. Neles nós vamos acompanhar a formação de Mitch Rapp desde a motivação para uma caçada pessoal, o recrutamento com Irene Kennedy e sua formação com Stan Hurley como agente de campo.

Cuesta traz na bagagem sua experiência como produtor em Homeland que é perceptível na primeira parte do filme, quando o personagem de O’brien entra em contato com a célula terrorista na Líbia.

Rapp é um cara tão agressivo e esquentado quanto o Bond de Casino Royale (sem elegância). Um trator com baixa inteligência emocional que dá gosto de assistir nas cenas de luta. Após perder sua noiva em uma chacina, resolve aprender artes marciais e árabe por conta própria na tentativa de conseguir se infiltrar entre os assassinos dela. Algo próximo a um “faça você mesmo”.

Já que a cura para certos males vem do próprio mal, Michael Keaton é o outro cão louco só que bem treinado. A frieza de seu personagem (Stan Hurley) em combate unida a loucura em seus olhos é chamam a atenção. Stan Hurley é o instrutor do grupo de agentes que são designados para missões extremas. Entre seus alunos, além de Rapp, estão os atores Scott Adkins e Taylor Kitsch.

Entretanto, a partir do segundo ato, quando apresenta os personagens secundários que fariam a história render é que o filme cai um pouco. As tensões e motivações são mal trabalhadas, personagens promissores são pouco explorados. O ponto fora da curva é Annika (Shiva Negar), que cumpre o estereótipo de interesse romântico exótico do protagonista, mas ganha seu destaque.

O Assassino: O Primeiro Alvo vale a pena ser assistido e vai cativar um bom público, ainda que não seja fã do gênero. Algumas cenas me surpreenderam, quando as coisas acontecem rápidas, com sons e reações bem próximas à realidade. A obra de Vince Flynn, da forma que foi adaptada pro cinema, tem potencial pra ser algo maior que algum Jack Ryan ou Jack Reacher genérico.

 


Uma frase: “Lá fora você é um fantasma, você não existe! Ninguém vai voltar para te buscar“.

Uma cena:  Rapp fugindo dos cães

Uma curiosidade: O treinamento dos agentes parece muito com Hunger Games. 

 


O Assassino: O Primeiro Alvo 

Direção: Michael Cuesta
Roteiro: Stephen Schiff, Mchael Finch, Vince Flynn
Elenco: Dyllan O’Brien, Michael Keaton, Sanaa Lathan, Shiva Negar, Scott Adkins, Charlote Vega, Taylor Kitsch
Gênero: Ação
Ano: 2017
Duração: 111 minutos.

Uma alma com boas intenções que está metendo dança. Dizem.

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