Crítica | Death Note (2017)

Em Death Note (2017) temos a história de Light Turner (Nat Wolff), um jovem estudante americano que encontra, literalmente caído do céu, um caderno que promete matar a pessoa cujo nome for escrito nele. O filme é baseado na obra de mesmo nome, criada em 2003, escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata.

Além do nome emprestado e de alguns conceitos, o filme toma caminhos bem diferentes da material fonte. Light Turner é um ser humano falho, com problemas familiares, longe da quase perfeição que o personagem em que é baseado (Light Yagami) mostra. Turner se assusta com o portador original do caderno, o Deus da Morte Ryuk (que teve a captura de movimentos realizada por Jason Liles e a dublagem de Willem Dafoe). O Deus lhe explica que o caderno já teve diversos portadores e que, caso ele não quisesse mais, era só não utiliza-lo por sete dias, que ele se encarregaria de encontrar um novo.

Light usa primeiramente o caderno para bem próprio, inclusive para conquistar a atenção de Mia Sutton (Margaret Qualley), que acaba ficando ao lado dele, ajudando na escolha do criminoso a ser executado.

É então que surge L (Keith Stanfield), junto de seu companheiro Watari (Paul Nakauchi), o super detetive gênio, disposto a encontrar o responsável pela morte dos mais de 400 criminosos. Infelizmente a discussão é bem rasa, mas é colocada em pauta se é certo ou errado o que o Kira (apelido que Light se dá, para demonstrar que as mortes são ocasionadas por ele) faz. L acaba se juntando a James Turner (Shea Whigham), pai de Light, e pouco a pouco o cerco se fecha ao redor de Light.

O que tornou o filme fraco, em alguns momentos, são suas mortes exageradas, explícitas, e que parecem ter saído de algum filme da série Premonição. Talvez sem isso, poderia atingir um público maior.

As diferenças em relação ao material japonês são enormes, tirando o que o Ryuk representa e o conceito do que é o caderno, tudo é diferente. Até mesmo algumas novas regras de utilização do objeto sobrenatural são criadas. Mas isso não é de toda forma ruim. O ponto fraco mesmo é falta de profundidade de alguns personagens que são muito pouco desenvolvidos, como o Watari e o pai de Light.

No tudo, Death Note é um filme mediano, serve para passar uma hora e quarenta minutos, sem pensar em muita coisa.


Uma frase: “Todo humano gasta os últimos momentos de sua vida à sombra de um deus da morte.”

Uma cena: O encontro de Light e L, na lanchonete.

Uma curiosidade: Nat Wolff e Margaret Qualley já trabalharam juntos, no filme Palo Alto (2013).

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Death Note (2017)

Direção: Adam Wingard
Roteiro: Charley Parlapanides, Vlas Parlapanides e Jeremy Slater (Adaptado do mangá Death Note, criado por Takeshi Obata e Tsugumi Ohba)
Elenco: Nat Wolff, Lakeith Stanfield, Margaret Qualley, Shea Whigham, Willem Dafoe e Paul Nakauchi
Gênero: Aventura, Crime, Drama
Ano: 2017
Duração: 200 minutos

Gosto de animes, mangás, quadrinhos, tokusatsu e games. É a ferro e fogo!

5 thoughts on “Crítica | Death Note (2017)

  1. Este filme é um verdadeiro desserviço da Netflix. E você tocou num ponto interessante a respeito das mortes, realmente emularam os filmes Premonição (Final Destination) sem necessidade alguma.

    Pior, parece que eles queriam uma continuação.

    A melhor frase a respeito desse filme eu vi de uma garota no Letterboxd:

    “Ao final do filme eu queria mesmo é que meu nome estive escrito no ‘caderinho'”

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