Review | O Jardim de Bronze – Episódio 1

O Jardim de Bronze é a mais nova empreitada da HBO Latin America. Produzida na Argentina, a série é baseada no livro de mesmo nome de Gustavo Malajovich. Neste primeiro episódio, vemos o drama vivido por Fabian após o sumiço de sua filha pequena. A garota saiu com a babá rumo a uma festa de criança e não deixou vestígios.

Spoilers agora.

Mesmo antes do desaparecimento de Moira, Fabian e sua mulher Lila já não mantinham uma boa relação. Ao que tudo indica, Lila estava sofrendo com a depressão. Apesar do apoio de Fabian, já sabíamos que ela não conseguiria lidar com a situação. Parece que ela estava apenas esperando o momento certo para dar um fim em seu sofrimento. Eu já esperava tal atitude, mas confesso que a sequência final foi surpreendente e forte. Fica difícil de imaginar como Fabian irá reagir a mais essa perda.

Como a maioria dos primeiros episódios, tivemos aqui um começo não muito empolgante. Um bom tempo foi usado para estabelecer a dinâmica do casal e a relação amorosa entre pai e filha. Depois, passamos a acompanhar o início das buscas e da investigação do paradeiro de Moira. Mais de um mês se passou e aparentemente as coisas nada avançaram. A policia parece aguardar a garota surgiu em algum beco, sem vida.

A primeira evidência foi encontrada por um detetive particular em busca de fama. O bichinho de pelúcia parece pouco, mas pode indicar um caminho.

O Jardim de Bronze começou um tanto apressado e não conseguiu transmitir a carga emocional dos fatos como deveria. De qualquer forma, o ator Joaquin Furriel mostrou qualidade e a trama pode crescer com o passar dos episódios.

 

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

4 thoughts on “Review | O Jardim de Bronze – Episódio 1

  1. Eu gostei. Principalmente do final. O clima de mistério está sendo construído de forma bem protocolar, mas que funciona. Algumas tomadas e a fotografia lembrou bem o estilo de cinema de suspense policial, e isso me agrada. Mas o elenco no geral não convence. Nem o protagonista – que é melhor que seus colegas no geral – convence no papel de um pai que perdeu a filha. Não sei se é uma questão cultural, mas imagino uma situação na qual haveria muito mais desespero e olheiras. O personagem do detetive me parece o mais interessante. Espero que cresça.

    1. exato. eles se preocuparam em avançar no tempo e acabaram não mostrando muito bem o sofrimento que a situação causaria.

      outra coisa que fiquei tentando entender foi aquele começo. quem será que era aquele garoto?

      1. O comecinho eu perdi…
        Mas não acho que foi só questão de pouco tempo não. Os atores que não deram conta – ou não foram demandados pelos diretores – nesse sentido.
        De quaqluer forma eu curti. Vou acompanhar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *