Resenha de Livro | A Dança da Morte (Stephen King)

Sempre encontrei prazer na leitura de Stephen King. Já havia lido uma boa quantidade dos seus trabalhos, mas nunca pensei que ele se transformaria em um dos meus escritores favoritos. Após passar um tempo com Novembro de 63 e, principalmente, com A Dança da Morte, isso aconteceu.

A Dança da Morte é um épico sobre o fim do mundo e sobre a eterna luta do bem contra o mal. Tudo começa com uma gripe letal espalhando-se por toda parte. Em pouco tempo, mais de 99% da  população é ceifada da existência. Essa doença fica conhecida como Capitão Viajante. E um detalhe: foi um experimento de cientistas que não deu certo.

Os poucos sobreviventes que restam vão encontrar refugio em dois locais específicos dos Estados Unidos. Uns vão para o oeste, mais precisamente Las Vegas. Lá quem manda é Randall Flag, a personificação do mal. Outros recebem o chamado da anciã Mãe Abagail e se dirigem para o leste.

Inevitavelmente, eclodirá uma batalha desesperada entre esses dois grupos. O resultado é totalmente imprevisível.

Deu para notar como Stephen King foi ambicioso em A Dança da Morte. Este é um livro denso, com personagens que ganham vida e com detalhes que enriquecem o todo. Apesar do grande número de páginas, a história é tão envolvente e a escrita é tão acessível que nossa empolgação é constante.

A primeira parte do livro foca nos personagens principais e na doença em si. Com requintes de crueldade, King explica como foi sua evolução. Na segunda, cada grupo e suas intenções são dissecadas. E na última parte temos o esperado confronto.

Stephen King se importa com cada personagem. São várias as situações capazes de emocionar, nos surpreender e até de nos causar repulsa. Nunca tinha lido algo tão bem trabalhado dentro do tema. As coisas são realistas aqui, com a imprensa e os políticos tentando enganar o povo, o exército agindo de maneira despreparada e o desespero que se segue. O caos é total.

Com inspirações bíblicas e em Senhor dos Anéis, A Dança da Morte é um marco da literatura mundial. Me espanta o fato de não ser tão conhecido no Brasil.

Não tema as 1.600 páginas. Quando o livro chegar ao fim você estará vibrando como Kevin Bacon mostrando a nota que ele merece.


Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

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