Crítica | Frank e o Robô (Robot & Frank)

Para ver na Netflix

Ambientado em um futuro próximo, Frank e o Robô nos apresenta a Frank e sua rotina um tanto conturbada. Vivendo sozinho, alimentando-se de maneira errática, nutrindo hábitos pouco saudáveis e experimentando episódios de desorientação, Frank parece próximo de ser diagnosticado com demência.

Preocupado, seu filho decide presenteá-lo com um robô que tem a função de estimular uma mudança total no estilo de vida de Frank. Além de abandonar os cereais pela manhã, agora ele terá que fazer caminhadas, estabelecer uma rotina de horários e investir em um projeto.

O bom robô sugere a criação de um jardim, mas Frank decide reviver o seu passado transgressor. Que tal planejar e executar um roubo? Como o robô não é obrigado a seguir às leis, parece uma ideia viável.

Frank e o Robô concebe um futuro realista. Não há carros voadores, luzes de neon ou roupas estapafúrdias. O foco é mesmo a amizade aparentemente improvável de um idoso arredio e um insistente robô. É uma pena que o filme não consegue ter a sensibilidade que gostaria de ter. A emoção não tomou conta de mim em praticamente nenhum momento. De qualquer forma, o humor funciona e é o suficiente para nos entreter. As pinceladas em questões existenciais e filosóficas parecem ter sido colocadas de maneira apressada, apenas para tentar adicionar profundidade onde na realidade não há.

Mesmo com poucas surpresas, uma sequência nada inspirada envolvendo um roubo, um grupo de policiais incompetentes e uma reviravolta forçada, Frank e o Robô merece uma conferida. A sólida atuação de Langella e as conversas de seu personagem com o robô são suficientes para esses 90 minutos valerem a pena.


 

Uma frase: Prefiro morrer comendo cheesburgers do que viver comendo couve-flor cozida no vapor. 

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Uma cena: Quando o robô informa que a sequência de autodestruição será iniciada.

Uma curiosidade: O carro que passa por Frank no começo do filme realmente existe. Trata-se de um Tango, fabricado pela Commuter Cars.

 

 

 


 

Frank e o Robô (Robot & Frank)                                                                     frank-e-o-robo-cartaz

Direção: Jack Schreier
Roteiro: Christopher Ford
Elenco: Frank Langella, Peter Sasgaard, Susan Sarandon
Gênero: Drama/Comédia/Crime
Ano: 2012
Duração: 89 minutos

 

 



 

 

 

One thought on “Crítica | Frank e o Robô (Robot & Frank)”

  1. Realmente não é o caso da emoção lhe prender no filme, mas tem bons momentos e Frank e o Robô aprontam altas confusões.

    Daria 4 bacons

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