Crítica | O Cavaleiro dos Sete Reinos – 1×04: Seven

Crítica | O Cavaleiro dos Sete Reinos – 1×04: Seven

O que será de Ser Duncan agora após simplesmente defender um inocente de um Targaryen?

SPOILERS: Os comentários a seguir falam sobre acontecimentos encontrados em Seven, quarto episódio da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos

Em nome do Guerreiro, eu o ordeno a ser bravo.
Em nome do Pai, eu o ordeno a ser justo.
Em nome da Mãe, eu o ordeno a defender os jovens e inocentes.

Quando Sor Duncan deu um basta nas agressões de Aerion a Tanselle, ele estava agindo de acordo com o juramento dos cavaleiros, mas como o agressor era um Targaryen, agora terá que pagar por isso de alguma forma. Enquanto os lordes decidem o que será feito, o cavaleiro errante está preso em uma cela cujo teto remete a um céu estrelado. Só que agora ele não está livre, um contraste bem inspirado quando lembramos do início de O Cavaleiro dos Sete Reinos.

A atmosfera e o tom deste episódio são bem diferentes dos anteriores. A fotografia mais cinzenta, a chuva pesada e a névoa reforçam a melancolia e conferem peso à situação atual de Duncan. Ele se sente sem esperanças na cela, até que Egg surge com um sincero pedido de desculpas por tê-lo enganado. Embora seu tio Baelor o tenha orientado a fazer isso, conhecendo a boa índole do jovem Targaryen, ele provavelmente faria por conta própria. Apesar da rusga inicial nessa conversa, Duncan logo compreende Egg e o perdoa em seu coração.

Na sequência, um diálogo com Baelor revela que suas chances de escapar ileso são escassas. Ainda bem que invocar o julgamento por combate é sempre uma opção em Westeros. A diferença nesse caso é que Aerion decide pelo Julgamento de Sete, um costume antigo dos Ândalos em que sete cavaleiros enfrentam outros sete para decidir a sorte do acusado. O problema é que Duncan não possui seis amigos cavaleiros para ajudá-lo nesse combate.

Será que não?

A coragem e o senso de honra de Sor Duncan parecem ter contagiado alguns bravos guerreiros, contando também com a ajuda de Egg. Lyonel Baratheon (como não?), Robyn Rhysling (o cavaleiro louco que lutou com um olho pendurado em uma justa), Humfrey Hardyng e Humfrey Beesbury estão do seu lado, mas ainda faltam dois após a traição covarde de Steffon Fossoway.

Inflamado pela traição do primo e por sua amizade com Duncan, Raymun pede para ser nomeado cavaleiro e assim poder entrar no combate. Aliás, essa cena de Lyonel fazendo de Raymun cavaleiro foi linda.

Mas falta um.

Duncan profere um discurso forte perante os nobres de Westeros, tentando fazê-los entender que ele simplesmente cumpriu o seu papel como cavaleiro honrado ao defender Tanselle das mãos de Aerion. As palavras ditas por Duncan vieram de sua alma e quando um grandão levantou e mostrou seu desprezo eliminando gases eu me revoltei e quase perdi as esperanças.

Eis que surge ele, o destaque absoluto deste episódio: Baelor Targaryen.

Que entrada triunfal e que atitude honrada ao se colocar contra a própria família para defender o lado certo! A emoção, que já era grande, transbordou quando o tema de Game of Thrones ecoou sem interrupções.

‘Seven’ foi um episódio construído com perfeição. Alternou entre momentos intimistas e emotivos, uma tensão crescente na antecipação do julgamento, reviravoltas, uma profecia intrigante envolvendo um ‘dragão’ e um final que nos deixa ávidos por mais. Brilhante!

– Esse foi o melhor episódio de O Cavaleiro dos Sete Reinos até o momento?

– Só eu acho que está a altura dos melhores episódios de Game of Thrones?



A Knight of the Seven Kingdoms: “Seven”

Temporada: 1
Episódio: 04
Título: Seven
Direção: Sarah Adina Smith
Elenco: Peter Claffey, Dexter Sol Ansell, Bertie Carvel, Daniel Ings, Finn Bennet, Tanzyn Crawford

Bruno Brauns

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

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