Review HQ | Batman/Fortnite: Ponto Zero

Review HQ | Batman/Fortnite: Ponto Zero

Juntar um personagem como o Batman, um dos mais famosos da DC, com uma das franquias mais populares atualmente de games, Fortnite, é uma boa ideia, já que dessa forma chama a atenção de dois grupos diferentes, que podem não ter tantas pessoas em comum. Dessa forma, “Batman/Fortnite: Ponto Zero” é uma HQ interessante, que coloca o homem morcego dentro do universo do jogo da Epic Games. São 6 volumes, cada um com 24 páginas, lançados quinzenalmente no Brasil simultaneamente aos Estados Unidos, mostrando a importância desse quadrinho.

Em Ponto Zero, o famoso detetive da DC se depara com uma misteriosa rachadura nos céus de Gotham e decide investigá-la. Batman vê a Arlequina se aproximar da anomalia e então eles são puxados para dentro dela, assim o homem morcego é levado para uma ilha misteriosa, local onde ocorrem as batalhas do jogo Fortnite.

Em Fortnite os jogadores competem no modo multiplayer no esquema battle royale, isto é, eles lutam entre si até que só sobre uma pessoa. Quando Batman entra nessa ilha, a primeira coisa que acontece é a perda da memória, logo ele não sabe direito quem é e como foi parar no local. Ele também não consegue falar, portanto não consegue se comunicar com os outros integrantes do arquipélago, muito menos em quem confiar. A cada nova “rodada” sua memória é apagada, desse modo o homem morcego está preso dentro de um loop temporal.

Contudo, Batman é o melhor detetive do mundo, de modo que mesmo com essas adversidades o herói usa suas habilidades para encontrar uma forma de compreender o que está acontecendo. Assim, durante sua investigação surgem personagens tanto do seu próprio universo, como a Mulher-Gato, como alguns do game.

Ao longo dos 6 volumes novos mistérios surgem, assim como outros são desvendados, onde a narrativa apresenta algumas reviravoltas interessantes. O roteirista Christos Gage apresenta diversas referências tanto ao universo do Batman, quanto do jogo Fortnite, fazendo com que a leitura torne-se ainda mais divertida. No final de cada edição tem um texto explicando algumas das citações, afinal de contas existem leitores que podem não estar familiarizados com algum dos dois universos.

Já a arte de Reilly Brown consegue realizar a fusão desses dois universos de maneira muito coesa, principalmente ao mostrar os personagens do jogo da Epic Games como se estivessem dentro de uma HQ da DC.

Quem será o responsável por abrir esse portal para conectar Gotham à ilha de Fortnite? Esse é o grande mistério da trama de Ponto Zero, que obviamente só é revelado na última edição. Digamos que até chegar lá a hq diverte os fãs de ambos os universos durante os seis volumes.

Para atrair ainda mais os leitores, cada edição vem com um código a ser usado em Fortnite, que desbloqueia um item, podendo ser uma nova arma ou uma skin de personagem. Uma excelente maneira de trazer os fãs do jogo da Epic Games para o mundo dos quadrinhos.

Em síntese, “Batman/Fortnite: Ponto Zero” mantém um equilíbrio de interesse tanto para os fãs de Batman, quanto aos jogadores da franquia da Epic Games. É uma boa oportunidade de ler uma história diferente do homem morcego, assim como os gamers saírem um pouco da ilha de Fortnite para se aventurar no mundo dos quadrinhos.


Classificação:


Batman/Fortnite: Ponto Zero

Autor: Christos Gage
Arte: Reilly Brown
Editora: DC / Panini Comics
Número de páginas: 24 (cada volume)

Ramon Prates

Ramon Prates

Analista de sistemas nascido em Salvador (BA) em 1980, mas atualmente morando em Brasília (DF). Cinema é sem dúvidas o meu hobby favorito. Assisto a filmes desde pequeno influenciado principalmente por meus pais e meu avô materno. Em seguida vem a música, principalmente rock e pop.

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