Crítica | Minari (2020)

Crítica | Minari (2020)

Uma família muda de país para iniciar uma nova vida, essa é a sinopse de Minari, que foi ranqueado como o melhor filme de 2020 segundo o site Letterboxd. Um drama familiar capaz de aquecer corações e também abrir portas, mais uma vez, para o cinema estrangeiro (no caso aqui Coreano). 

A trama segue a história de uma família Coreana que se muda para o Arkansas, nos Estados Unidos, para iniciarem uma nova vida. Jacob (Steven Yeun, The Walking Dead) inicia uma fazenda mesmo com sua esposa, Mônica (Yeri Han), se mostrando reticente com a ideia de criar seus filhos tão longe da cidade, uma vez que o caçula (Alan S. Kim) necessita de acompanhamento médico devido a um problema em seu coração.

Minari traz cores quentes e vibrantes nas cenas abertas no meio do mato e é um pequeno retrato de alegria num filme que discute relações familiares. Em meio a sonhos, promessas e esperanças, alguns problemas surgem para nos deixar a todo instante atentos e preocupados o suficiente para torcer por cada um dos personagens.

As dificuldades e desafios chegam de todos os lados enquanto os personagens vão aprendendo importantes lições. Minari não se propõe a reinventar a roda dos filmes sobre família e também, sabiamente, foge da pieguice costumeira que outras tantas produções acabam caindo. As atuações são muito boas, em especial as das crianças. O ator Will Patton surge como um improvável alívio cômico e um raio de esperança e lucidez (sim) para o personagem interpretado por Steven Yeun.

Simbolismos em todo o lugar

Só que o filme ganha força e engrena de verdade com a chegada da avó do pequeno David. É através do caçula, que reclama a todo instante que ela nem é uma “avó de verdade”, que acompanhamos um dos mais belos arcos nessa história tão bonita e tocante. O relacionamento dos dois é de uma ternura ímpar. Enquanto pai e mãe discutem os rumos das suas vidas num país que não é o deles, com diferentes costumes, são os dois que  cativam o espectador com ternura e alegria.

Ainda que não seja imperdível, Minari é uma daquelas obras que chegam em ótima hora e tem tudo o que precisa para aquecer nossos corações em tempos tão difíceis como os de agora.


Uma frase: “Mas ela não é uma avó de verdade!

Uma cena: “Avó e Neto olhando a pequena plantação de Minari próximo ao Rio quando surge uma visita inesperada

Uma curiosidade: “O chapéu vermelho que o ator Steven Yeun usa foi um presente que ele ganhou de sua mãe quando tinha 17 anos”.


Minari

Direção: Lee Isaac Chung
Roteiro: Lee Isaac Chung
Elenco: Alan S. Kim, Steven Yeun, Yeri Han, Noel Cho, Youn Yuh-jung e Will Patton.
Gênero: Drama
Ano: 2020
Duração: 1h 55min.

Marcio Melo

Marcio Melo

Vejo filmes que ninguém conhece, escrevo contos que ninguém lê e torço por um time que nunca vence.

Um comentário em “Crítica | Minari (2020)

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