Review | Sky Racket

Sky Racket é um jogo indie brasileiro feito pela Double Dash Studios, inclusive com apoio do governo do Brasil através da Ancine via FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) – que normalmente é usado pelo mercado de cinema. O game mistura tiros com destruição de blocos, algo que parece um jogo de nave só que o jogador controla personagens com raquetes que rebatem os “tiros” para atacar os inimigos. Ou seja, de alguma forma também é um pouco de jogo de tênis.

O jogador escolhe entre dois personagens: RacketGirl e RacketBoy, sendo que a menina é negra o que conta pontos positivo para Sky Racket por explorar a diversidade. Eles são guardiões escolhidos pela Deusa Capivara (!?) para salvar a galáxia das patas do terrível gênio tirano, Korrg.

O game impressiona pelos gráficos bem coloridos e que tem uma pegada infantil. Além disso, equilibra bem o tom retrô 16 bits com algo mais atual. A trilha sonora também segue na mesma linha. Os inimigos, por exemplo, têm uma pegada “monstros fofinhos”. O problema é que apesar de ser voltado para o público mais jovem, o nível de dificuldade cresce e passa do ponto, mas vamos chegar nesse item.

Em Sky Racket você jogar sozinho ou em modo cooperativo com outro jogador em modo offline. São alguns mundos, com um visual que lembra a franquia Mario, dividido em fases e no final de cada um temos um “chefão”. O jogo consiste em controlar o personagem voando, como se fosse uma nave, desviar dos tiros e atacar os inimigos e destruir blocos rebatendo as bolas de energia que alguns adversários soltam.

É necessário prestar atenção em quais tipos de tiro é possível rebater. E a depender da forma como é rebatido a bola ela vai para uma trajetória diferente, como se fosse um jogo de tênis.

O jogador conta também “Buddies” que podem aparecer nas fases para ajudar RacketGirl e RacketBoy. São 4 tipos e cada um deles tem uma habilidade diferente para ajudar os personagens.

Cada fase tem objetivos secundários, como por exemplo completar o nível sem sofrer nenhum dado. Eles servem para destravar uma fase extra no final, além de ser um desafio extra para os jogadores.

Inicialmente o game parece fácil, mas como foi dito anteriormente o nível de dificuldade cresce e chega em um momento que passa do ponto, ainda mais considerando que é um jogo em teoria voltado para o público mais jovem. Você tem uma barra de vida, então se morrer volta para o início da fase ou do chefão. São ao todo 5 mundos, quando chega no último a coisa fica bem complicada. Aí para compensar Sky Racket tem uma opção de ficar invencível, só que mesmo assim ainda tem alguns momentos que continuam árduos, mas aí é só uma questão de tempo já que você não morre.

Apesar desse problema da escalada do nível de dificuldade, Sky Racket é um jogo bem divertido e que funciona para todas as idades. O visual colorido e bonito junto com a curiosa mistura de gêneros de games são os seus diferenciais.


Classificação:


Sky Racket

Plataformas: Microsoft Windows, macOS, Linux e Nintendo Switch
Produtora e Desenvolvedora: Double Dash Studios
Ano: 2019

One thought on “Review | Sky Racket”

  1. Interessante o jogo, bela resenha. Quanto ao nível de dificuldade não subestimem os jovens, se vacilar a gente que é velho é que não tem mais as habilidades necessárias hehehe

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