Review | Cuphead

A primeira coisa que chama a atenção no jogo Cuphead é o seu visual fantástico, que é inspirado em animações antigas dos anos 1930. Criado pelos irmãos Chad e Jared Moldenhauer no estúdio StudioMDHR, o game já se destacou mesmo antes do lançamento em 2018 por causa dos seus gráficos retrô e inovadores.

Felizmente essa não é a única qualidade de Cuphead. Obviamente que é impossível falar do game sem citar seus aspectos técnicos, principalmente o já mencionado visual. A trilha sonora de Kristofer Maddigan também é maravilhosa em emular as músicas das animações antigas. Juntamente com os efeitos sonoros, que também seguem essa linha, o game impressiona pelo seu primor técnico, que mistura muito bem o aspecto retrô, mas com uma pegada moderna e inovadora

Na história a dupla Cuphead e Mugman (é possível jogar com ambos, inclusive em dupla) é obrigada pelo Rei dos Dados, que está serviço do Diabo, a obter a alma dos habitantes da Ilha Inkwell, para não perder as suas próprias. Então o jogador terá que derrotá-los para fazer com que eles assinem o contrato da venda de suas almas.

Bom, depois do visual, outro elemento chama a atenção em Cuphead: o nível de dificuldade. Existem basicamente 4 tipos de fases: o normal em 2D onde é necessário atravessar um cenário do início ao fim, o modo avião onde o game se transforma em um tipo de jogo de nave em 2D, um onde é necessário derrotar fantasmas com o pulo giratório e o dos chefões (que podem ser normal ou no modo avião).

O jogo consiste basicamente em fases side-scrolling, onde a ação de jogo é vista de um ângulo de visão lateral, e os personagens na tela só se movem para a esquerda ou para a direita. Esse estilo ficou famoso em games como Contra e Mega Man, para citar alguns exemplos, e Cuphead lembra muito a franquia da Konami. Seja no esquema de jogo baseado em tiros e troca de armas, mas principalmente na dificuldade.

É quase impossível passar de alguma fase de primeira, então é preciso dizer que Cuphead é daquele tipo de jogo que vai te fazer passar raiva, mas também aquela sensação de alívio gratificante após finalmente conseguir derrotar o desafio. A curva de aprendizado de cada fase é interessante, então é necessário que o jogador se dedique a cada uma delas, morrendo e aprendendo até conseguir passar.

A fase dos chefões são bem interessantes porque o comportamento dos inimigos não é repetitivo, então a cada vez que você o enfrenta ele se apresenta de uma forma um pouco diferente. Então não basta decorar os movimentos, mas também ver de que forma eles vão se comportar. Isso aumenta o desafio e transforma Cuphead em um jogo altamente desafiador.

Nas fases normais é possível coletar moedas e elas são utilizadas para destravar habilidades e novas armas. Esses itens são fundamentais para conseguir alcançar os objetivos. A escolha deles antes de começar cada fase determina qual será a sua estratégia para conseguir passar de fase ou derrotar um chefão. É possível escolher 2 armas e alternar entre elas dentro da fase e essa alternância pode ser um diferencial em facilitar a derrota dos inimigos, já que temos armas de tiro teleguiado, mas de menor potência, ou outra que atira em mais direções, mas de menor alcance.

Em síntese Cuphead é uma experiência bem divertida para aqueles jogadores interessados em um grande desafio. O visual é sem dúvidas o grande atrativo e faz com que o jogo se destaque em comparação a outros games do gênero.


Classificação:


Cuphead

Plataformas: Microsoft Windows, Xbox One, macOS e Nintendo Switch
Produtora e Desenvolvedora: StudioMDHR
Diretor: Chad Moldenhauer e Jared Moldenhauer
Design: Jared Moldenhauer
Ano: 2018

2 thoughts on “Review | Cuphead”

  1. Deixei o jogo passar no Xbox e acabei comprando o Cuphead no Switch. Confesso que me arrependi. Devido a dificuldade (e provavelmente a tensão gerada pela raiva hehehe) fico com as mãos doendo sempre que jogo no modo portátil do console. Acaba que jogo pouco e me dá preguiça a voltar nele. O jogo é lindo! Mas acho que vou ter que colocar ele na dock e usar o pro controller pra conseguir terminar.

    1. Eu tenho o dock e o controlinho, geralmente jogo o Switch na tv. No modo portátil quebra o galho mas é realmente difícil.

      Confesso que tenho vontade de jogar esse game do xicrinho mas eu tenho preguiça porque parece ser realmente muito desafiador

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