Crítica | Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)

Não é exagero afirmar que Vingadores Ultimato é uma das maiores realizações do cinema. Talvez mesmo da cultura pop.

Apenas a Marvel Filmes de Kevin Feige seria capaz de fazer um filme desses. Afinal, um dos principais atributos da película dos irmãos Russo é explorar com maestria a totalidade da estrutura do universo compartilhado de mais de vinte filmes, ao longo de 10 anos, com dezenas de personagens e linhas narrativas, que a Marvel Filmes foi capaz de erguer. Algo antes considerado impraticável e, até hoje, aparentemente irreproduzível.

Vingadores Ultimato entrega tudo que um fã desse universo poderia esperar (e até mesmo o que não sabia que queria). Sim, é um filme para fãs, cheio de coração e intensidade. Mas também é um filme que sabe como poucos, digamos, explorar seus silêncios. Vai aqui, mais uma vez, o registro de todo o mérito possível aos diretores, os irmãos Russo. Como poucos diretores na indústria eles sabem que um clímax é apenas tão bom quanto a preparação que o antecede.

A preparação nesse caso, porém, vai além das mais 3 horas de projeção de Vingadores Ultimato. Ela se vale de elementos sugeridos e explorados ao longo de toda essa década de MCU. E com muita sagacidade o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely incorpora isso à narrativa. O resultado é um clímax de literalmente tirar o fôlego e deixar o espectador palpitante, de uma maneira que raramente a indústria do entretenimento é capaz de formular. Mais ainda, cada personagem tem seu grande momento e arcos são encerrados de maneira absolutamente apropriada e poética.

Dificilmente veremos algo assim se repetir na história do cinema. Outros estúdios, nos últimos anos, tentaram e fracassaram fragorosamente. A própria Marvel vem dando indícios de que não pretende investir de maneira tão sistemática no formato, aparentemente preferindo investir em processos criativos mais independentes e talvez até mesmo autorais. Se for o caso, a importância de Vingadores Ultimato se torna ainda maior.

Sem dúvida, aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar no cinema a já chamada “Saga do Infinito” – um empreendimento narrativo tão megalomaníaco quanto o próprio Thanos -, ao longo de 22 filmes, podem se considerar privilegiados. Principalmente porque, como raramente se faz, a conclusão mais do que se dá à altura: transcende todos os limites esperados.


Uma frase: “Avengers Assemble!” (Avante, Vingadores!)

Uma cena: Avengers Assemble

Uma curiosidade: É a primeira vez na história do MCU que o grito de guerra mais emblemático de um dos mais icônicos grupos de super-heróis da história dos quadrinhos é pronunciado.


Vingadores: Endgame (Vingadores: Ultimato)

Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro:
Christopher Markus, Stephen McFeely, Jack Kirby
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper, Josh Brolin
Gênero: Ação, Aventura
Ano: 2019
Duração: 181 minutos



 

10 thoughts on “Crítica | Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)”

  1. O filme tem mesmo momentos épicos e é uma das maiores realizações cinematográficas, uma experiência que com certeza será lembrada no futuro.

    Não embarquei no mesmo maravilhamento infinito que você MB, mas seu texto é realmente muito bom em transpor toda essa emoção em palavras!

  2. “Vingadores: Ultimato” é um filme feito para os fãs da Marvel, para os fãs deste universo. Como eu não faço parte do grupo, apreciei o ótimo entretenimento que o filme é. Em que pese o fato de o longa, na minha opinião, ficar muito parado em alguns momentos, acho que se caracteriza como um encerramento digno para este primeiro grupo de Vingadores.

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