Resenha de Livro | O Casal que Mora ao Lado

O Casal que Mora ao Lado foi o livro que demorei menos tempo para ler este ano. Isso não aconteceu porque me empolguei com a história e queria chegar no fim o quanto antes. Bem longe disso. A verdade é que a escrita de Shari Lapena é exageradamente simples e os capítulos são curtos. Como um roteiro de cinema, a narração está no tempo presente e isso também colabora para uma leitura mais rápida. No final das contas, essas escolhas da autora tornaram O Casal que Mora ao Lado uma experiência esquecível. 

A premissa até que tem um certo apelo: um casal vai jantar nos vizinhos e deixa a filha sozinha em casa. A cada trinta minutos eles se revezam para ver como ela está, mas quando voltam para casa em definitivo a criança não está mais no berço. Cadê a menina?

O mistério vai tomando conta da trama e começamos a conhecer um pouco mais sobre cada personagem. E um pouco mesmo, já que o desenvolvimento deles é ínfimo, não permitindo o surgimento de empatia. Quando cheguei ao fim percebi que nada e ninguém em O Casal que Mora ao Lado significou algo para mim. E o que dizer do último diálogo? Dá vontade tacar o livro pela janela.

A previsibilidade do enredo é um problema. Incomoda também supostas surpresas e os clichês do gênero. Isso sem falar no excesso de perguntas que a autora faz durante a narrativa, como se os personagens estivessem refletindo. Me pareceu um recurso de quem não tem muita criatividade.

Este é um livro que jamais irei reler e que não tenho coragem de recomendar para ninguém. O Casal que Mora ao Lado não é péssimo, mas é simples demais para valer o nosso tempo e dinheiro. 


Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

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