Crítica | Platoon (1986)

Platoon é um dos grandes e indispensáveis filmes de guerra. O diretor Oliver Stone lutou no Vietnã e portanto ele é um argumento de autoridade para dissecar os horrores inerentes ao conflito. Focando em rusgas dentro de um mesmo pelotão, em crimes de guerra e no ambiente hostil, o filme ainda nos faz refletir sobre o que diabos os americanos foram fazer lá.

A trama nos coloca no ponto de vista de Chris Taylor, um novato que rapidamente irá descobrir que o Vietnã em 1967 era o pior lugar do mundo para se estar. O medo de ser atingido por um projétil inimigo era apenas um dos perigos. Os soldados tinham que enfrentar também a mata fechada, o calor sufocante, as chuvas torrenciais, os mosquitos e o cansaço da rotina diária.

Um conflito interno envolvendo o sargento Elias e o sargento Barnes irá provocar um racha no pelotão, o que pode trazer sérias consequências. Oliver Stone não tem medo de chamar a atenção para a barbárie cometida por americanos que não hesitaram em destruir uma vila e ceifar vidas inocentes com crueldade. Pelo menos, existiam soldados como Chris Taylor e Elias, que tentavam fazer as coisas dentro de uma certa moralidade.

Cenas de batalha competentes transmitem bem toda a confusão que era estar lá, mas não são o ponto principal do filme. Como poucos exemplares do gênero, Platoon nos mostra como passar um período naquele caos transformava permanentemente um ser humano.

Mesmo trinta anos depois do lançamento, Platoon segue como uma obra intocável dentro do gênero, merecedora do Oscar de melhor filme que recebeu em 1987 e do apreço dos que gostam de filmes de guerra.


5 Kevin Bacons

Uma frase: “O que aconteceu hoje é apenas o começo. Iremos perder essa guerra.”

Uma cena: A cena da foto que ilustra esse post. 

Uma curiosidade: Um pouco antes da cena em que parte do pelotão fuma maconha, os atores realmente fumaram maconha.

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Platoon

Direção: Oliver Stone
Roteiro: Oliver Stone
Elenco: Charlie Sheen, Tom Berenger, Willem Dafoe
Gênero: Guerra, Drama
Ano: 1986
Duração: 120 minutos
Info: IMDb

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

3 thoughts on “Crítica | Platoon (1986)”

  1. A Guerra do Vietnã rendeu um número enorme de filmes e alguns clássico absolutos.

    Este sensacional “Platoon” pode ser colocado na mesma prateleira de “Apocalipse Now” e “O Franco-Atirador”.

    Abraço

    1. Esse foi um daqueles clássicos que só vi bem tardiamente, acho que não tem nem 2 anos que assisti e realmente é um filmaço. Ainda que a guerra do vietnã já não faça mais “sentido” (não que alguma faça) para as novas gerações, o filme consegue passar a sua mensagem de forma atemporal.

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