Review | Donkey Kong Country: Tropical Freeze

Donkey Kong Country é uma das franquias mais famosas da Nintendo. Enquanto um novo game não é desenvolvido para o Nintendo Switch, a produtora aposta em uma versão do jogo Donkey Kong Country: Tropical Freeze, lançado para o Wii U em 2014, para o seu novo console. A adaptação ficou muito boa e o relançamento é uma boa idéia, já que o novo videogame da empresa japonesa está fazendo mais sucesso que a plataforma anterior. O principal problema é o preço: 60 dólares! Um valor absurdo considerando o fato de ser um jogo relançado, mas infelizmente a Nintendo tem colocado valores altos no preço dos jogos do Switch e feito poucas promoções. Mas após a última e3 isso mudou um pouco.

Voltando ao jogo, Tropical Freeze para o Switch tem poucas diferenças em relação a versão do Wii U. Os gráficos ficaram um pouco melhores, mas nada muito extraordinário. A principal mudança é a inclusão de um novo personagem jogável: Funky Kong. Ele funciona como um modo de jogo mais fácil já que tem 5 corações – assim o jogador pode ser atingido 5 vezes por inimigos -, tem pulo duplo e consegue planar com sua prancha de surfe. Jogando como Donkey Kong você tem apenas 3 corações, mas nas fases pode encontrar um barril contendo um personagem secundário para ajudar. São 3: Diddy Kong que tem a habilidade de planar, Dixie Kong que consegue planar em um nível mais alto, e Cranky Kong, que tem uma bengala que possibilita pular em lugares com espinhos ou outros terrenos que normalmente causam dano em Kong.

O game explora muito bem o estilo de plataforma em 2D e durante seus 6 mundos apresenta diversos desafios diferentes fazendo com que ele não pareça repetitivo. Tropical Freeze utiliza bem os principais elementos que transformaram a franquia em sucesso, trazendo uma experiência que mistura a nostalgia com o frescor da novidade.

Donkey Kong Country: Tropical Freeze, imagem

Um dos elementos mais marcantes é a utilização de “veículos” como um foguete, um rinoceronte ou um pequeno vagão de trem andando no trilho. As fases que usam esse recurso costumam ser as mais desafiadoras. Em um determinado momento o jogo ainda surpreende ao mudar a perspectiva do ponto de vista, alterando do 2D para uma visão de trás. Dessa forma além de saber o momento de pular, é necessário também mudar de trilho para sobreviver, no caso específico do vagão.

O visual do jogo é muito bonito e explora muito bem as cores com gráficos bem coloridos que seguem o estilo dos games da Nintendo. A câmera em alguns momentos se aproxima do personagem, então podemos ver o Kong com mais detalhes. As fases na água também são belíssimas e acrescentam o desafio do oxigênio, exigindo que o jogador busque sempre ar para conseguir chegar até o final.

Na maior parte do tempo o jogo tem uma dificuldade moderada, mas tem aquelas fases que apresentam desafios mais complicados que exigem que o jogador perca algumas vidas até conseguir superar. Para não fazer com que alguns desistam de jogar, o game apresenta formas de facilitar. Uma delas é que em cada mundo existe um loja onde é possível comprar itens especiais que ajudam muito em realizar os desafios mais complicados, principalmente os chefes de cada mundo. A outra é que caso o jogador morra muitas vezes, Tropical Freeze permite que a próxima fase seja jogada e assim possa seguir em frente.

Donkey Kong Country: Tropical Freeze, imagem

Donkey Kong Country: Tropical Freeze é um jogo extremamente divertido e que proporciona muitas horas de entretenimento. A mistura de nostalgia e novidade garante a qualidade para os fãs da franquia e de jogos em 2D de plataforma de forma geral, com uma trilha sonora bem alegre e marcante, marca registrada dos jogos da série.


Classificação:


Donkey Kong Country: Tropical Freeze, pôsterDonkey Kong Country: Tropical Freeze

Plataformas: Wii U, Nintendo Switch
Produtora: Nintendo
Desenvolvedora: Retro Studios
Diretor:
Ryan Harris e Vince Joly
Ano: 2014, relançamento para Nintendo Switch em 2018

Analista de sistemas nascido em Salvador (BA) em 1980, mas atualmente morando em Brasília (DF). Cinema é sem dúvidas o meu hobby favorito. Assisto a filmes desde pequeno influenciado principalmente por meus pais e meu avô materno. Em seguida vem a música, principalmente rock e pop.

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