Corpo Fechado e o mundo dos super-heróis

Corpo Fechado, o segundo filme do diretor M. Night Shyamalan, é uma das melhores histórias de super-heróis do cinema. Ele foi lançado há quase 18 anos e mesmo hoje pode ser considerado original. Essa é uma experiência melancólica e até realista sobre um homem comum descobrindo que tem poderes e tentando achar o seu lugar no mundo. Ao contrário da maioria dos filmes da Marvel e da DC, a ação não é o foco aqui.

Vários detalhes do universo dos super-heróis estão presentes em Corpo Fechado. São aspectos que enriquecem a trama e mostram como Shyamalan foi meticuloso na sua criação.

Vou citar aqui alguns deles.

Uma história em quadrinhos de fato

A primeira imagem de Corpo Fechado é esse letreiro que faz um resumo das características dos quadrinhos e do público americano. Atualmente, existem exemplares que valem bem mais do que os 140.000 dólares. 

“Em média, uma história em quadrinhos tem 35 páginas e 124 ilustrações.”

“Uma edição pode variar o preço de 1 dólar até 140.000 dólares.”

“172.000 hqs são vendidas nos EUA todos os dias. Mais de 62,780,000 por ano.”

“O colecionador médio possui cerca de 3,312 hqs e precisará aproximadamente de um ano para lê-las”

Aliteração

Figura de linguagem que repete sons semelhantes para criar sonoridade, é um recurso muito usado para dar nome aos heróis.

Que tal Peter Parker, Clark Kent, Matthew Murdock e Scott Summers? 

Em inglês, eles falam que são nomes com Double Initials. 

Nosso herói em Corpo Fechado atende pelo sonoro nome de David Dunn. 

O uso das cores

Tanto o herói como o vilão tem uma preferência por cores no filme. Não só as roupas, mas o ambiente em que eles estão costuma destacar a mesma cor. David Dunn usa o verde e amarelo, já Elijah Price está quase sempre de roxo. 

Drama pessoal e familiar

Todo o herói que se preze tem um passado problemático e com David Dunn não é diferente. Ele sofreu um acidente de carro e usou isso como desculpa para encerrar a carreira de jogador de futebol, algo que o deprime. O relacionamento dele com a mulher também não vai nada bem. Shyamalan consegue dar essas informações sobre o personagem logo na primeira cena, tudo em uma conversa com uma garota que ele tinha acabado de conhecer. 

Descobrindo o seus poderes e encontrando o seu lugar no mundo

Lembram das cenas de Peter Parker empolgado usando sua teia? Pois é.

Aqui David Dunn descobre que tem muito mais força do que imagina. Isso fica evidente na divertida cena do supino. Faltou anilha para esse monstro!

Com a ajuda de Elijah, Dunn entende que ele está neste mundo para usar o seu dom para ajudar aos outros. Quem sabe isso permita que ele deixe de sentir aquela tristeza de manhã. 

Os dois lados do espectro

O herói costuma ter o seu oposto. Em Corpo Fechado temos um cara indestrutível e temos também um vilão cujos ossos se quebram facilmente, daí vem o nome Sr. Vidro. 

Cada um com sua kryptonita

Um herói sem ponto fraco é meio sem graça. O calcanhar de aquiles de David Dunn é a água. E justamente na sua primeira missão ele vai ter que tentar superar essa sua fraqueza. 

Óculos brilhantes

Essa foi provavelmente uma homenagem aos animes e aos mangás. Na cena em que o próprio diretor Shyamalan aparece, podemos ver por questão de um segundo o seus óculos brilhando de uma maneira assustadora. 

Pois é. Tem muita coisa interessante do mundo dos quadrinhos em Corpo Fechado. E para completar, o filme por si só é excelente.

Tem mais algum detalhe do filme que você gosta? Comente aí.

 

 

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

2 thoughts on “Corpo Fechado e o mundo dos super-heróis”

  1. Lembro da surpresa que foi ver este filme no cinema na época. Fomos todos esperando uma coisa e sofremos uma reviravolta daquelas.

    Grande Shyamalan. Vamos torcer por Glass agora!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *