Crítica | O Rei da Polca (The Polka King)

A melhor maneira de definir o filme “O Rei da Polca” é: a busca do sonho americano, só que em versão polca. Baseado em fatos reais, o longa apresenta um personagem carismático e divertido, interpretado por Jack Black, que usa de seus atributos para montar um esquema “inocente” de pirâmide. Mas quem está errado: ele ou as pessoas gananciosas, no caso um monte de velhinhos, em busca de investimento fácil com lucros altos?

O longa apresenta uma versão meio romantizada dos fatos, mas é eficiente em apresentar o protagonista e toda a sua “inocência” na condução dos negócios. Mas seria ele mesmo assim? Jan Lewan (Black) estava mais interessado em ajudar a própria família e sua banda de polca, além de amigos envolvidos no grupo musical, não necessariamente ficar rico com seu esquema.

Lewan é um imigrante polonês que se mudou jovem para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor. A diretora Maya Forbes não foca no começo da vida do protagonista. Ela prefere narrar a jornada do homem através da sua busca pelo sonho americano. Já vimos em diversos filmes realizados no país que alcançar isso geralmente depende de algum esquema ilegal ou por passar por cima de alguém. O homem tenta ganhar a vida com sua banda de polca e também com uma pequena loja de souvenirs, que ele administra junto com a esposa Marla (Jenny Slate). O casal vive com Barb (Jacki Weaver), a mãe da moça, que está sempre em conflito com Jan por não concordar com seu estilo de vida.

A ideia para o esquema surge quando um casal de idosos aparece na loja de Lewan interessados em investir na banda. Ele promete retorno garantido de 12% ao ano e pede para que eles divulguem para os amigos sobre o negócio. Aos poucos o esquema vai crescendo e ganhando proporções absurdas. Um dos destaques é quando Jan cria uma agência de viagens para levar grupos da terceira idade para conhecer o Papa. Esse é um dos momentos mais engraçados e sem noção da história, ainda mais considerando se tratar de fatos reais.

Jack Black é ideal para interpretar Jan Lewan. O ator tem um carisma incrível e tem também o lado musical, utilizado em outros filmes como “Escola do Rock”. Black apresenta todo o lado peculiar do personagem sem torná-lo caricato. Os momentos dele cantando junto com a banda de polca são os mais divertidos do longa. As músicas são muito boas e Black canta muito bem.

O elenco secundário também é muito bom. Jacki Weaver sempre rouba a cena quando aparece na tela como Barb. A mulher está sempre brigando com Lewan, mas sabemos que na verdade ela está certa em duvidar do seu comportamento já que sabemos no esquema que ele está envolvido. Outro destaque é Jason Schwartzman como Mickey Pizzazz, melhor amigo e destaque musical da banda de Jan. O rapaz também segue Lewan inocentemente acreditando que realmente todo o dinheiro está sendo gerado pela banda de forma legalizada.

Jack Black é o grande destaque do longa e transforma a jornada de Lewan em uma experiência divertida, por mais que a história tenha um desfecho não muito feliz. Ele realmente nos faz acreditar na ingenuidade do personagem, que estaria agindo não por ganância, mas por inocência.


Uma frase: – Jan Lewan: “Jan Lewan está sempre expandindo.”

Uma cena: A visita a Roma para conhecer o Papa.

Uma curiosidade: Os membros originais da orquestra de Jan Lewan; Steve Saive (trompete), Bob Lugiano (trompete), Scott Shirk (saxofone), e Stephen Kaminski (saxofone), gravaram a trilha sonora do filme no estúdio Avatar junto com Jan Lewan que estava who orientando Jack Black em seus vocais.


O Rei da Polca (The Polka King)

Direção: Maya Forbes
Roteiro:
Maya Forbes e Wallace Wolodarsky
Elenco: Jack Black, Jenny Slate, Jason Schwartzman, Jacki Weaver, Vanessa Bayer, J. B. Smoove, Willie Garson e Robert Capron
Gênero: Biografia, Comédia, Drama
Ano: 2017
Duração: 95 minutos

Analista de sistemas nascido em Salvador (BA) em 1980, mas atualmente morando em Brasília (DF). Cinema é sem dúvidas o meu hobby favorito. Assisto a filmes desde pequeno influenciado principalmente por meus pais e meu avô materno. Em seguida vem a música, principalmente rock e pop.

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