Crítica | Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent, 2017)

A animação Com Amor, Van Gogh será lembrada pela trabalhosa e bela técnica empregada. Uma equipe de mais de 100 artistas dedicados e talentosos deram vida ao primeiro filme inteiramento pintado. Sim, o que vemos aqui é óleo sobre tela e em um estilo que remete diretamente a Van Gogh. Suas pinceladas fortes e enérgicas e suas cores vibrantes fazem a trama andar. Em alguns momentos, vemos vários de seus quadros representados quase que integralmente. Como você já pode imaginar, temos aqui um trabalho visualmente impecável. Mas quando analisamos o roteiro as coisas ficam bem abaixo do esperado.

Sempre acreditou-se que Vincent Van Gogh havia cometido suicídio, mas o autor Steven Naifeh lançou uma biografia com uma teoria que explica a morte do pintor de outra forma. Em Com Amor, Van Gogh, o jovem Roulin vai até a cidade em que Van Gogh morreu para tentar descobrir o que puder sobre o assunto.

Os diálogos expositivos estão presentes de maneira colossal e enfraquecem uma trama já sem brilho. Roulin é como um investigador que coleta pontos de vista conflitantes sobre a mesma história. O problema é que os personagens não despertam o mínimo de interesse. E mesmo com um lindo visual e pouco tempo de duração, Com Amor, Van Gogh chega quase a ficar entediante. É uma pena constatarmos que estamos diante de uma grande ideia que não atingiu metade do seu potencial.



Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

Direção: Dorota Kobiela, Hugh Welchman
Roteiro:
Dorota Kobiela, Hugh Welchman
Elenco: Robert Gulaczyk, Douglas Booth, Jerome Flynn, Saoirse Ronan, Helen McCrory, Chris O’Dowd, John Sessions, Eleanor Tomlinson e Aidan Turner
Gênero: Animação
Ano: 2017
Duração: 94 minutos
Info: IMDB

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

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