Crítica | Kingsman: O Círculo Dourado

Divertido, mas não supera o antecessor.

Kingsman: O Círculo Dourado tem tudo o que os fãs mais gostam desde o primeiro, mas faltou algo tão bom quanto a surpreendente violência de seu antecessor.

Dessa vez o enredo nos leva a um Eggsy mais maduro e responsável pela “loja”. Mas logo de início tudo isso muda, já que uma  forte organização está na cola dele e destrói a sede da agência de inteligência independente. O que força o protagonista a encontrar uma forma de sobreviver e se vingar com a ajuda da agência “irmã” situada nos Estados Unidos, a produtora de whisky mundialmente conhecida como Statesman.

Honestamente, esperava que o filme iria desapontar principalmente por algumas peças do novo elenco… Na verdade esperava mesmo que o Channing Tatum iria desapontar, mas vou ter que esperar mais dois anos pra saber. Nada contra ele – inclusive sou fã de Step Up (vejam vocês) – entretanto o personagem me deixou curioso para o próximo filme.

Outro que chegou mandando bem foi o surpreendente Pedro Pascal. É sério, tem algum papel de macho com bigode que esse cara não saiba fazer bem? Pedro atira bem com duas pistolas e ainda domina o laço com tanta destreza tal qual Diana Prince. Esse é o ator que faz valer o ingresso com direito a pipoca e refrigerante.

Essa sequência não fugiu muito da pegada do primeiro filme. Tentaram melhorar em relação até mesmo quanto à representatividade feminina, adicionando Halle Barry ao elenco como uma agente, mas em outros quesitos não mudou nada. Um dos momentos “polêmicos” é o diálogo entre Eggsy (Taron Egerton) e sua esposa sobre transar com outra pessoa pelo bem da humanidade. Ver como isso termina é interessante, mas as mulheres ainda não são, digamos assim, muito respeitadas. Não à toa que o filme é conhecido como James Bond Jr. entre alguns grupos.

Os pontos negativos dessa sequência foram: A repetição na fórmula do vilão caricato e ainda, o confuso debate sobre a legalização das drogas vs importância da indústria farmacêutica. Curiosamente os dois estão ligados. A vilã de Julianne Moore é uma “Poppins” que vive isolada numa floresta da América do Sul e comanda um local tematizado nos anos 50. Kingsman fala com um público que é seu de fato. É óbvio que tenta ter uma cara mais progressista, mas dessa vez não fizeram tão bem quanto no primeiro filme.

Ainda  que tenha tanta coisa legal acontecendo, uma bela estética e ação “Massa Véio” bem combinada com efeitos especiais, Kingsman: O Círculo Dourado não é superior ao Kingsman: O Serviço Secreto, mas de longe isso o tornaria ruim, alguns dizem que é algo costumeiro entre franquias de ação não conseguir superar o primeiro. Acredito que precisarão inovar para um terceiro filme. Mas na boa? Não vai comprometer sua diversão saber disso. 


Uma frase: ” Modos fazem um homem. Deixa eu traduzir isso

Uma cena:  A tradicional briga de bar 

Uma curiosidade:  Os agentes americanos tem codinome de bebidas tradicionais do país.

 

 


Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle) 

Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn
Elenco:  Taron EgertonColin FirthMark Strong, Julianne Moore, Channing TattumPedro PascalHalle Barry, Jeff Bridges,Elton John
Gênero: Ação, Comédia, Aventura
Ano: 2017
Duração: 141 minutos.

Uma alma com boas intenções que está metendo dança. Dizem.

3 thoughts on “Crítica | Kingsman: O Círculo Dourado

  1. Tenho uma regra pessoal de dar pelo menos 4 bacons para qualquer filme que contenha Elton John dando voadora usando uma roupa de plumas coloridas.

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