Crítica | Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas conta a história de dois agentes que protegem o universo em nome da federação galática. Após a missão de recuperação de um conversor de energia, Valerian e Laureline são designados para proteger o Comandante, que estava sob risco pela posse desse item valioso, o qual pertencia a uma raça primitiva e estava sendo contrabandeado. 

A história introduz o espectador desde o fim da Corrida Espacial, passando pela exploração do espaço e introduzindo o primeiro contato com alienígenas, até finalmente começar a colonização de estações e o convívio entre todas as espécies (um belo clip ao som de Space Oddity).

O filme utiliza a princípio o conceito de realidade virtual a partir do “Oculus VR”. Para ter acesso ao mundo paralelo que está no mesmo local, é necessário usar uma espécie de conversor que altera a estrutura do DNA. Na segunda parte é apresentado um pouco mais da vida fora das estações espaciais e os novos hábitos criados pelo convívio multirracial. A história tem mais alienígenas do que humanos e isso é bem explorado.

Indo para os personagens principais, temos Cara Delevingne interpretando Laureline, Rihanna aparece na metade como a stripper transmorfa Bubble. Dane DeHaan é o charmoso Valerian. Ethan Hawke faz uma breve participação como Jolly, O Cafetão e Clive Owen não se esforça no papel do cínico Comandante Arunn Filitt.

Esse novo filme de Luc Besson, adaptado da HQ de 21 volumes “Valérie et Laurilene”, clássico francês publicado em 1967, levou dez anos para ser idealizado e infelizmente não atende às expectativas criadas. O diretor trabalhou diretamente com Jean-Claude Mézières, que também ajudou na idealização de O Quinto Elemento, filme que tem um visual bem representado nessa adaptação.

A principal marca do diretor está ali: O espetáculo. Nos filmes de Besson podemos esperar muito ritmo, figurino fora do comum, um grande momento musical, muito estilo dos personagens principais e ação. 

O exagero de alguns detalhes visuais que só impressionam em cenários escuros, falta de imersão nas batalhas e uma coxa de retalhos da cultura pop (Star Trek, O Quinto Elemento, por exemplo). Muitas vezes o excesso desses detalhes torna o que é pra ser divertido em algo confuso.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é muito mais interessante nas cenas em que os personagens estão disfarçados no mercado de um deserto, caçando no mar ou ainda buscando pistas numa cidade movimentada durante a noite entre pedestres. Se peca pelos exageros ou a falta de cuidado em alguns detalhes, acaba acertando onde o trabalho visual é muito bem feito: na variações de cores e maquiagem.


Uma frase: “Regras são regras e nesse lugar nós fazemos amor, não guerras.”

Uma cena: Valerian utilizando a roupa de batalha pela primeira vez durante a perseguição.

Uma curiosidade: A HQ saiu no Brasil como tira no Globinho, na década de 80. Recentemente saiu o primeiro volume com o compilado das aventuras do Valerian pela SESI – SP.

 


Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Direção: Luc Besson
Roteiro: Pierre Christin, Jean-Claude Mezieres, Luc Besson (Adaptado da HQ “Valérie et Laurilene”).
Elenco:  Dane DeHaanCara DelevingneClive Owen, RihannaEthan Hawke
Gênero: Ação, Fantasia, Sci-Fi
Ano: 2017
Duração: 137 minutos.

Uma alma com boas intenções que está metendo dança. Dizem.

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