Crítica | Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Sete Minutos Depois da Meia-Noite utiliza com sabedoria a fantasia para contar uma história de amadurecimento. Convenhamos, não é das tarefas mais fáceis. Dirigido por J.A. Bayona (O Impossível), é um filme capaz de emocionar o coração mais frio sem ser manipulativo.

Conor é um garoto que está passando por uma torrente de dificuldades. A mãe está em tratamento para um câncer, o pai mora em outro continente e ele não consegue se relacionar adequadamente com a avó. Para completar, é alvo de bullying no colégio. O olhar sofrido estampado no rosto entrega todo o seu esgotamento físico e emocional.

Conor recebe a visita de um monstro com três histórias para contar e que exige que ele conte uma quarta na hora apropriada. As histórias do monstro são mostradas com uma bela animação e tem lições para ensinar.

O roteiro inteligente de Sete Minutos Depois da Meia-Noite é repleto de sensibilidade. Com atuações acima da média, nos vemos investidos na saga do garoto, algo essencial para sentirmos a força do filme.

Este é um daqueles casos que desejamos que a experiência dure um pouco mais, mesmo com as inevitáveis lágrimas no ato final. Devemos aproveitar quando o cinema explora suas potencialidades para nos brindar com um drama honesto, que apesar da melancolia, não deixa de lado o otimismo.



Sete Minutos Depois da Meia-Noite (Monster Calls)

Direção: J.A. Bayona
Roteiro: Patrick Ness
Elenco: Lewis MacDougall, Sigourney Weaver, Felicity Jones
Gênero: Drama/Fantasia
Ano: 2016
Duração: 108 minutos
Info: IMDb

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