Crítica | Pais & Filhas (2015)

Quando soube que o diretor Gabriele Muccino – responsável pelo ótimo À Procura da Felicidade -, estava trabalhando com Russell Crowe em um filme intitulado Pais & Filhas, imaginei que poderia esperar por algo tocante e por lágrimas honestas. Ledo engano. O que temos aqui é uma sucessão irritante de clichês envoltos em uma atmosfera que nos remete à novelas mexicanas de qualidade duvidosa.

Caso tenham coragem de aguentar quase duas horas disso verão que não exagero.

Jake Davis é um escritor que sofre física e psicologicamente devido a morte da mulher. Qualquer tipo de stress funciona como um gatilho para fortes crises convulsivas. Logo, ele chega a conclusão que não pode criar a filha Katie sem antes ficar um tempo internado em um hospital psiquiátrico. Neste período, Katie irá morar com os tios abastados.

Depois do tratamento, ele e a garotinha vão ter que enfrentar vários percalços para poderem ficar juntos.

O filme alterna cenas dessa época com outras 20 e poucos anos depois, quando vemos que Katie se transformou em uma ninfomaníaca autodestrutiva, mas que trabalha como assistente social ajudando crianças que se encontram em situações difíceis. Sério.

Fazia tempo que eu não me deparava com um roteiro tão previsível e piegas. Certas sequências são capazes de causar constrangimento no público minimamente exigente, ainda mais com a trilha sonora que parece nos implorar para ficarmos emocionados. Tudo em Pais & Filhas soa falso, exagerado e retrógrado. A suposta lição moral do final é daquelas que doem no âmago.

Russell Crowe tenta atribuir dignidade ao seu papel, mas nada ajuda o experiente e competente ator. Ele não conseguiu salvar Pais & Filhas, que é forte concorrente à lista dos piores do ano.

 

Pais & Filhas (Fathers and Daughters, 2015)

Ano: 2015
Direção: Gabriele Muccino
Elenco: Russell Crower, Amanda Seyfried, Aaron Paul
Info: IMDb
Avaliação:

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

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