Crítica| Visões do Passado (Backtrack, 2015)

Em Visões do Passado conhecemos Peter Bower, um requisitado psicólogo que se muda para a Austrália com a esposa após a morte da filha de apenas 12 anos durante um acidente de trânsito. Após esse evento traumático e um novo país, ele recebe ajuda de outro psicólogo local que o ajuda encaminhando pacientes para esse primeiro atendimento e assim ele possa formar sua rede de contatos. O problema começa quando uma das novas pacientes de Peter mostra uma grande conexão com o seu passado e também com o acidente da sua filha, fazendo com que ele inicie uma jornada em busca de esclarecimentos e redenção.

A primeira parte do filme se baseia na tentativa de Peter em entender o que está acontecendo. Ele duvida da sua sanidade, se questiona se realmente está apto para voltar ao trabalho pois está vendo fantasmas e dentro daquilo em que acredita e estuda, a explicação mais plausível é stress pós traumático. É o caminho mais lógico! Quando as coincidências ficam mais e mais inexplicáveis, chega a hora de Peter pensar na possibilidade de estar envolto em eventos sobrenaturais e o porquê disto estar acontecendo. Esse primeiro ato é bastante interessante e cria a expectativa de um filme diferente do que veremos pela frente.

A partir do momento em que Peter volta a sua cidade natal para relembrar um trauma do passado, o filme simplesmente perde o rumo como um trem descarrilado. Somos apresentados a fatos isolados que remetem a uma culpa esquecida por anos e atos irresponsáveis de adolescentes mas que não se encaixam de forma orgânica na história! E o pior mesmo é forçar um  Plot Twist para explicar o inexplicável. Visões do Passado poderia ser um ótimo filme mas termina como um daqueles “tapa buracos” na programação da madrugada na TV aberta.

 


Uma frase: Porque nós temos 14 anos e somos virgens.

Uma cena: Adolescentes correndo atrás do trem.

Uma curiosidade: O filme teve um orçamento de U$8 milhões.

.



Visões do Passado (Backstrack)visoes_do_passado_baixa

Direção: Michael Petroni
Roteiro: Michael Pretroni
Elenco:  Adrien Brody, Sam Neill, Robin McLeavy
Gênero: Suspense
Ano: 2015
Duração: 90 minutos

 

Uma criatura meio doida que lembra a irmã do Ferris Bueller, finge que é nerd, adora filmes de terror mas tem medo de comédias românticas.

One thought on “Crítica| Visões do Passado (Backtrack, 2015)

  1. o filme se passa todo na Austrália: o ex-professor e mentor do protagonista fala sobre isso em um encontro, que depois da faculdade ele havia se casado com a aluna mais bonita da universidade e ido pra Sidney.
    no caso, voltaram pra cidade onde ele se formou e, de lá, o protagonista pega um trem para a cidade natal. tudo na Austrália.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *