Crítica | Diplomacia (2014)

Adaptado a partir de uma peça de teatro, Diplomacia é um dos primeiros filmes que nós brasileiros poderemos conferir nos cinemas em 2016. Em uma época recheada de grandes estreias na telona, este pequeno filme francês vai passar despercebido pela maior parte do público. Infelizmente, é natural.

A trama se passa em agosto de 1944, no momento derradeiro da Segunda Guerra Mundial. Diferentemente de boa parte dos filmes do gênero, em Diplomacia o foco não é a batalha. Os rápidos 84 minutos nos mostram, basicamente, uma conversa entre o general alemão Dietrich von Choltitz e o diplomata sueco Raoul Nordling. Enquanto o alemão tem a intenção de cumprir a ordem de Hitler de destruir Paris e seus cartões postais mundialmente admirados, o sueco vai tentar convencê-lo de não seguir em frente com esse plano cruel.

Estamos diante de uma obra na qual os diálogos tem extrema importância. Não fossem as atuações competentes e dedicadas de Andre Dussolier e Niels Arestrup (O Profeta), Diplomacia seria uma experiência cansativa. Apesar de sabermos que o Louvre, a torre Eiffel e Notre Dame continuaram intactos, existe uma certa tensão no ar. Trata-se de uma verdadeira batalha de argumentos e também de uma batalha contra a própria consciência, no caso do general alemão.

Obviamente alterando alguns acontecimentos da História para aumentar o drama, Diplomacia não é uma ida obrigatória ao cinema, mas merece, pelo menos, uma conferida em DVD.

*** Classificação ***


 

Título original: Diplomatie
Ano: 2014
Duração: 84 minutos
Diretor: Volker Schlöndorf
Roteiro: Cyril Gely, Volker Schlöndorff
Gênero: Drama
Elenco: André Dussolier, Niels Arestrup
Info: IMDb

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2 thoughts on “Crítica | Diplomacia (2014)”

  1. Vamos torcer pra aparecer pela Netflix. Parece ser interessante apesar de, como você disse, não ser imperdível.

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