Crítica | Tudo que Aprendemos Juntos

À primeira vista, Tudo que Aprendemos Juntos parece ser apenas mais um daqueles dramas baseados em fatos reais que irão cair na mesmice, mas por competência tanto de Sérgio Machado – diretor responsável por Cidade Baixa e Quincas Berro D´água – quanto de Lázaro Ramos, trata-se de uma obra que consegue fugir do melodrama e do exagero. Mais um produto nacional de qualidade e que merece atenção.

A história é baseada em fatos reais e acompanha um violinista (Lázaro Ramos) que acaba aceitando um trabalho para ser professor de música em um colégio em uma favela da periferia de São Paulo. Lá ele conhece alguns garotos que vivem uma dura realidade e encontram nas aulas de músicas uma chance de ter uma vida melhor, em especial um talentoso violinista que logo chama a sua atenção.

Relutante, aos poucos o professor que ainda vive sonhando e batalhando para conseguir sua vaga na OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) começa a mudar as suas crenças e prioridades à medida que vai avançando nas aulas e conhecendo melhor a realidade não apenas dos alunos como da comunidade em que vivem.

Tudo que Aprendemos Juntos

A melhor coisa de Tudo que Aprendemos Juntos é que ele consegue ser um bom filme, e trazer uma história bonita e cheia de superações e lições de vida, sem cair nas armadilhas desse amor gostoso dos clichês que borbulham em outras produções semelhantes. Outro ponto positivo é a forma como as cenas musicais são muito bem feitas e bastante críveis. Parece que todos ali, e isso inclui o elenco mirim, sabem mesmo o que estão fazendo e transmitem muita ‘realidade’ enquanto estão tocando.

Não é lá uma obra imperdível e talvez tenha estreado em um período complicado (entre Jogos Vorazes e Star Wars), mas aqueles que resolverem assistir ao filme vão ser presenteados com uma emocionante história e com mais um acerto na carreira do Sérgio Machado.

***Classificação***


Tudo que Aprendemos Juntos (poster)Título: Tudo que Aprendemos Juntos
Gênero: Drama, Música
Ano: 2015
Diretor: Sérgio Machado
Elenco: Lázaro Ramos, Hermes Baroli, Fernanda de Freitas, Sandra Carveloni, Thogun Teixeira, Criolo e Graça de Andrade.

 

One thought on “Crítica | Tudo que Aprendemos Juntos”

  1. Reclamam muito de que o cinema brasileiro se limita às comédias globais a lá moda norte americana, mas é visível que temos tido novidades nesse sentido, não restringindo-se apenas a opções obscuras que são possíveis de serem vistas apenas no circuito de arte ou festivais. Espero que tenha uma boa atratividade e consiga manter esse momento de busca por diversificação que aparenta no cinema nacional para o grande público.

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