Crítica | Mistress America

Após o excelente Frances Ha, era de se esperar um trabalho acima da média da dupla Noah Baumbach e Greta Gerwig, mas Mistress America é extremamente irregular. Inspirando-se no gênero da Screwball Comedy e até mesmo em Woody Allen, o filme tenta nos fazer rir e também tenta parecer inteligente, sem sucesso. Em alguns momentos até conseguimos esboçar um sorriso, mas no geral falta inspiração para a comédia. Talvez o maior culpado disso seja o roteiro recheado de diálogos vazios e de situações forçadas.

Tracy é uma jovem estudante universitária que ainda está se descobrindo. O que ela mais deseja é entrar para o ‘descolado’ clube literário da universidade. Só falta escrever um texto realmente bom. A chegada de Brooke à sua vida lhe serve de inspiração para escrever. Brooke é uma nova-iorquina atribulada. A rotina dela e a aparência de sempre ter o controle das situações encantam Tracy. Dá até pra dizer que Mistress America investe em um bromance feminino. Será que existe uma versão feminina da palavra bromance? Desconheço. O fato é que podemos compreender perfeitamente a admiração que Tracy tem por Brooke, algo que fica potencializado pela atuação cheia de energia de Greta Gerwig, uma atriz que não para de evoluir.

Apesar de curto, Mistress America soa repetitivo. Há um excesso de personagens falando muito e dizendo pouco. A sequência na mansão em Greenwich, Connecticut, é aborrecidamente longa e chega até a beirar o absurdo. Trata-se de uma experiência um tanto estranha. Parece que Noah Baumbach está olhando para o expectador e tentando mostrar como ele é cult e sabichão. Os críticos aparentemente se divertiram com o filme, afinal está com 80% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Tirando uma ou outra piadinha que funciona e as atuações de Gerwig e Lola Kirke, Mistress America é basicamente uma decepção. Pena.

***Classificação***


Título original: Mistress America
Ano:
2015  mistress-america-poster
Duração:
84 minutos
Diretor:
Noah Baumbach
Roteiro: Noah Baumbach, Greta Gerwig
Gênero: Comédia
Elenco: Greta Gerwig, Lola Kirke
Info: IMDb

 

 


 


 

2 thoughts on “Crítica | Mistress America”

  1. Frances Ha é sensacional e eu estou querendo muito ver esse filme.
    Esse diretor é meio irregular, mas ele é bom.
    “Enquanto Somos Jovens” é bom também, mas Frances é seu melhor filme.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *