The Leftovers: A Primeira Temporada

Amanhã acompanharemos a estreia mundial da segunda temporada de The Leftovers pela HBO. Nada mais justo do que tecer um pequeno comentário sobre a primeira temporada, não acham? Como estou com um tempo livre e ando bastante empolgado com o seriado, resolvi fazer uma mini maratona e rever os 10 episódios da primeira temporada antes de criar este post. Vamos lá?

Aqui vai uma dica: a experiência de assistir a primeira temporada de The Leftovers pela segunda vez deixa tudo sensivelmente melhor.  Um dos problemas do seriado foi uma certa falta de identificação com os personagens. Demorou um tempinho até começarmos a nos importar com os dramas pessoais de cada um. Na realidade, talvez até o magistral nono episódio. Já tendo visto tudo uma vez, as coisas ficaram muito melhores. Conseguimos perceber detalhes que não vimos da primeira vez e desde o começo temos uma conexão com os habitantes de Mapleton, em especial, com os Garveys.

Acima de tudo, trata-se de um seriado sobre os personagens, o que é ótimo. Para quem ainda não viu, The Leftovers nos apresenta a uma situação desesperadora: no dia 14 de outubro 2% da população mundial simplesmente some do mapa. O piloto mostra rapidamente isso acontecendo e avança três anos no tempo. Como lidar com algo tão absurdo e angustiante?

Há quem tente esquecer, mas os Remanescentes Culpados não permitem que isso aconteça. Eles andam de branco, não falam, fumam um cigarro atrás do outro e fazem de tudo para que a memória do 14 de outubro se mantenha viva, inclusive com atitudes que despertam a ira das outras pessoas.

Mas… como e por que isso aconteceu? A ciência tenta explicar, sem sucesso. Os religiosos não podem dizer que foi o arrebatamento, afinal muitos dos que partiram não eram boas pessoas. Então? No momento, não importa. Assim como fez em Lost, Lindelof cria vários mistérios, levanta inúmeras questões e nos deixa pensando sobre tudo isso. Mas a essência de tudo são os personagens e a maneira como eles lidam com essa Partida Repentina.

Os melhores episódios da primeira temporada foram justamente aqueles em que o foco foram personagens específicos, como o do reverendo Matt e o da sua irmã Nora Durst. E claro, os dois últimos. O nono episódio foi um imenso flashback, mostrando como as coisas estavam um dia e momentos antes da Partida Repentina. Muitos acham que este episódio deveria ter sido o piloto ou que pelo menos fosse mostrado antes. Discordo. Dessa forma, o impacto não teria sido o mesmo. As sequências dos ”sumiços” são inesquecíveis. Foi algo de catártico. E o que dizer de Laurie vendo a ecografia?

The Leftovers me fascina pela sua brilhante parte técnica, com direito a uma trilha sonora de beleza ímpar, além das atuações competentes, roteiro inteligente e os mistérios. Confesso que tenho um certo receio do que acontecerá nos próximos episódios, mas manterei minha confiança em Lindelof.

Amanhã, às 23:00, estaremos ligados na HBO!

Fã de sci-fi que gosta de expor suas opiniões por aí! Oinc!

One thought on “The Leftovers: A Primeira Temporada”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *