Review | The Walking Dead – 6×01: First Time Again

Num daqueles que, claramente, pode ser listado como um dos melhores episódios da série até aqui, “First Time Again” inicia a 6º temporada de The Walking Dead com uma aula de cinema (não é apenas Tv isso aqui!), ampliando horizontes, trazendo novas estratégias de direção, roteiro e, claro, muita insanidade.

Aviso de SPOILERS

Os comentários abaixo contam os acontecimentos presentes em First Time Again, o 1º episódio da 6º temporada de The Walking Dead

The Walking Dead (S06E01) – First Time Again

Os ecos do final da 5º temporada ainda estão ressoando por Alexandria, local em que Rick e o seu grupo ainda está tendo dificuldade de assimilar e se adaptar. Uma enorme ameaça surge e eles vão precisar lidar com isso, apesar de muitos ainda estarem afim de continuar a viver na sua bolha de isolamento perante o apocalipse. A pedreira com mais zumbis do que o carnaval em Salvador vai ser um obstáculo que irão unir todos de uma vez por todas ou vão afastá-los ainda mais?

Enquanto o plano proposto (a ferro e fogo) vai sendo executado, alguns flashbacks são exibidos em preto e branco intercalando todo o desenrolar da história deste episódio que abre a 6º temporada. Que ideia magistral. Ajudou a criar a tensão nos momentos certos e revelar todos os detalhes, um a um, sem pressa e de forma muito bem arquitetada.

#SomosTodosAssassinos

A forma como Rick tenta controlar Alexandria e todos ali está distante de ser assimilada muito bem por todos, mas se Daryl se limita a dar seus olhares tortos para seu amigo, Morgan Ben Kenobi aparece como um interessante contraponto à forma como o xerife tenta impor os seus desejos. São muitos os momentos em que Morgan já deixa claro o seu ponto de vista e, num dos primeiros ele deixa Rick sem resposta, afinal, só os outros são assassinos? O que eles vem fazendo para sobreviver os qualifica apenas como sobreviventes ou são todos assassinos?

Eu sei que isso parece loucura, mas este é um mundo insano. Nós temos que ir atrás deles antes que eles venham até a gente. Simples assim.” (GRIMES, Rick)

Não que Rick esteja de todo errado e muito menos esteja seguindo os passos ditadoriais do Governador, mas é bom que ele tenha alguém para dar uma ‘testa’ e tentar, aos poucos, segurar um pouco os seus ímpetos. Certo ele demonstra, em algum momento, que quase sempre está.

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A nova Seleção Natural

Alguns personagens novos surgem  em ‘First Time Again’ e em meio ao vai e vem na linha temporal que o episódio possui, dois deles são apresentados de forma rápida e direta, sem muitas delongas e que funciona muito bem. Enquanto Heath demonstra que será de muita valia, Carter é o tipo de cara que Rick adoraria estourar os miolos, mas qualquer espectador mais atento há de concordar com o que Rick diz. Caras como Carter não duram muito e nem precisam ser assassinados, o mundo está de uma forma que pessoas como ele morrem de um jeito ou de outro.

Quem é o mestre?

Deanna continua a líder, mas quem é o verdadeiro mestre de Alexandria? Não Leroy, não é o Sho Nuff! A forma como os personagens interagem entrem si deixa bem claro, para qualquer um mais atento, que é o Xerife quem está tomando conta de tudo. Ele dita as regras. Ele não quer mais procurar novos moradores. Ele quer partir pra cima. Ele diz como deve ser feito. Mesmo com Morgan e seu treinamento monge-ninja de olhos bem abertos no cara que ele conheceu e parece não ser mais o mesmo. Sim, eles precisam se conhecer novamente, como se fosse a primeira vez.

Saber se Deanna entendeu que Rick sabe o que é certo e está sabendo o que faz ou se, na verdade, ela desistiu de tudo depois da morte do marido é um dos vários mistérios que este excelente episódio discutiu.

Desfile Zumbi

Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, essa frase não faz nenhum sentido aqui em The Walking Dead porque a verdadeira procissão zumbi que eles organizam é uma das coisas mais incríveis já realizadas na série até aqui. Muitas discussões e embates interessantíssimos surgem e são muito bem apresentados com todos os flashbacks, mas são os momentos finais os mais tensos e emocionantes deste episódio.

Como chegar na balada
Como chegar na balada

Por mais que The Walking Dead sempre tenha seguido essa linha de começar e terminar muito bem suas temporadas e mid-seasons, dizer que “First Time Again” é um dos melhores exibidos de toda a série não é nenhum contrasenso. Quando tudo parecia estar caminhando conforme combinado, a seleção natural age com Carter que ganha um grande beijo, se fosse mesmo o carnaval de Salvador seria até “normal”, mas aqui existem consequências que são mais sérias.

É nesse momento que o espectador já está com o coração na mão onde as coisas parecem se resolverem muito bem, principalmente para Rick que se livrou de um grande mala sem precisar passar os “limites” (eles ainda existem?), que a série mostra a que veio nesta 6º temporada. Aperte este botãozinho abaixo, por favor:

Fooooooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!
O episódio ainda não terminou, aperte aqui.

Acho que poucos finais foram mais tensos que este aqui. E quando toda a pipoca zumbi resolve correr para outro centro de atração e uma tomada aérea é mostrada, por mais que ninguém tenha se esquecido das primeiras cenas na pedreira, é neste momento que você, enquanto se contorce no sofá da sua casa, só tem uma coisa a dizer:

PQP, Fudeu Maria Preá! Upa lê lê…


  1. Não sei como ficou o seu ouvido, aqui a buzina ainda está ecoando.
  2. Será que ainda veremos mais episódios com este recurso dos flashbacks em preto e branco? Parece que sim!
  3. O passado de Morgan, a forma como ele sobreviveu tanto tempo até reencontrar Rick, a forma como ele sabe lutar melhor que qualquer Jedi, tudo isso ainda pode render muita história.
  4. Carol só engana os abestalhados de Alexandria.
  5. Glenn pelo visto é capaz de salvar até o Vasco do rebaixamento.
  6. Facilmente entraria num Top 5 melhores episódios da série.

12 thoughts on “Review | The Walking Dead – 6×01: First Time Again”

  1. Escreveu a resenha ouvindo Chiclete com Banana para colocar tantas referências ao carnaval de Salvador foi? hahahahahah… Esse episódio foi muito bom mesmo, dentro do top 5 de melhores do seriado. E ainda teve 1 hora de duração. Faltou falar que a Fox agora está exibindo no mesmo dia que nos EUA, o que é um grande avanço.

    E rolou um erro de digitação em: “Facilmente entra13131 num Top 5 melhores episódios da série.”, ou esse 13131 significa algo?

    1. hahahha não man, foi erro, foi a emoção do episódio, saí apertando as teclas tudo na doida

      Porra man, aquela passeata zumbi parecia mesmo a corda do Chiclete do Banana!

  2. Episódio muito bom (palavras de quem parou de assistir a série na 3ª Temporada). Achei tão instigante como o primeiro da série toda.

  3. só agora iniciei a sexta temporada de walking dead e, obviamente, acompanharei seus textos por aqui.

    só uma mente insana para fazer este justificável paralelo com o carnaval de salvador. haha

    não sei se considero TOP 5, pois tem tanto episódio bom que fica difícil avaliar, mas com certeza é um dos ótimos. as escolhas narrativas foram o ponto alto para mim e o cliffhanger sinistro.

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