The Taking of Deborah Logan – 2014

Lançado em meados de 2014, The Taking of Deborah Logan teve sua estréia ofuscada por outros filmes mais conhecidos do grande público no Brasil, a exemplo de The Babadook, Annabelle e Assim na terra como no céu. O fato de ser um mockumentary, afasta uma parte dos espectadores que já está saturado com o estilo e foi sufocado com tantos filmes de qualidade duvidosa que se fez valer da técnica para sustos rápidos e sem continuidade.

O filme acompanha o cotidiano da família Logan, focando nas transformações que Deborah passa por conta do Alzheimer. A dona da tese, Mia Medina tem um jeitão de caloura e apesar de estar concluindo um PhD sua postura perdida diante dos fatos tira a credibilidade de seu papel. A médica que acompanha a evolução da doença de Deborah se mostra muito mais profissional que ela. Isso se estende ao restante da equipe de filmagem que me parece bastante amadora e sem nenhum tipo de vinculo com a causa. Só fico na dúvida o quanto isso foi proposital pois em determinado momento, um deles se apavora e abandona o trabalho ao perceber que algo sobrenatural está acontecendo. Uma atitude mais realista do que bancar o herói como acontece em muitos outros filmes do gênero.

Sem dúvida alguma o maior trunfo de The Taking of Deborah Logan é Jill Larson e sua impressionante transformação de  paciente debilitada por conta de uma doença implacável como o Alzheimer para mulher perigosa e possuída por uma presença maligna. Outro destaque é Anne Ramsay interpretando Sarah, filha de Deborah. Ela é realista, com as nuances de uma mulher que não se permite fraquejar e apesar de ter sofrido muito com a dureza da mãe, se nega a abandoná-la; seja por conta da doença ou pela possessão. Sarah se coloca em risco a todo momento, vai a lugares sombrios e não pensa em desistir em nenhum momento. Uma atitude que se espera de uma filha, nem mais nem menos.

Por outro lado, o que decepciona em The Taking Deborah Logan é o envolvimento de subtramas. Sempre que Deborah vai para o hospital, existe a presença de policiais, médicos, seguranças e outros personagens fora do núcleo principal, a qualidade cai bastante. As coisas começam a ficar forçadas e o clima de terror vai embora. Mas, quando a ação está presente dentro da casa dos Logan, nos diversos quartos, sótãos, vãos e até mesmo nos arredores da residência, o terror fica eminente. É como se estivéssemos encurralados em um ambiente onde Deborah fosse a jogadora principal. As cenas onde ela aparece andando por trás das personagens são bastante aterrorizantes ou quando ela se mostra confusa ao tentar trancar as janelas com pregos. Este é um terror sutil, de arrepios e sem sustos gratuitos onde a trama vai sendo construída com sutileza e ficamos sempre na dúvida se, naquele momento, é Deborah desnorteada pelo Alzheimer ou um espírito maligno. E por falar em terror sutil, existe um momento já próximo ao final, envolvendo uma criança, que pode ser considerado um dos mais “Ai Meu Deus Do Céu Vou Sonhar Com Isso” do ano.    

The Taking of Deborah Logan é uma das melhores escolhas de terror de 2014 e consegue cumprir seu papel que é assustar o telespectador. O envolvimento é inegável, torcemos pelos protagonistas e queremos um desfecho feliz para o caso.

3 (Kevin) Bacons


 

Filme: The Taking of Deborah LoganThe Taken Deborah Logan
Direção: Adam Robitel
Elenco: Jill Larson, Anne Ramsay, Michelle Ang, Ryan Cutrona, and Anne Bedian

Sinopse: Mia Medina está prestes a concluir seu PhD e para isso resolve fazer uma espécie de documentário gravando o dia a dia de Deborah Logan, uma mulher que sofre de Alzheimer. Com a convivência e as mudanças dramáticas no comportamento de Deborah, todos começam a suspeitar que algo sobrenatural está tomando conta do corpo dela.

 

Uma criatura meio doida que lembra a irmã do Ferris Bueller, finge que é nerd, adora filmes de terror mas tem medo de comédias românticas.

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