A Possessão do Mal – 2015

Uma das coisas mais comum que se pensa ao ouvir de alguém que adora filmes de terror é que ela é cética! Do tipo que não acredita em nada, nem em espíritos, Deus, demônios ou qualquer indício de uma atividade sobrenatural assim como também não tem medo de nada. De início já digo que não é verdade! Quando você é um apreciador de filmes de terror é porque, lá no fundo, gosta sim de ter medo mas é um medo seguro, dentro da sua zona de conforto. Quando o filme acaba o perigo se vai também. Mas existem aqueles filmes que são tão bons que deixam um arrepio tempos depois que a sessão acaba embora ainda seja um medo controlado.

No filme A Possessão do Mal temos um exemplo parecido com esse. Michael King é um homem totalmente cético que está passando por um período difícil após a morte da esposa. Ele vive com a irmã que o ajuda e cuidar da sua filha pequena enquanto ele adapta a vida a essa nova etapa. Por conta dessa transição Michael decide provar, através de um documentário, que não existe universo sobrenatural e tem a ideia de invocar diferentes demônios para possuir o corpo dele.

Por mais cético que você seja, teria coragem de fazer como Michael King? Ele compra diversos produtos na internet (incluindo panfletos de feitiços e velas pretas) mas também procura “especialistas” na área para convidar demônios a habitar seu corpo. Ele chega ao ponto de se colocar como invólucro de um homem recém falecido! Esses momentos de busca pelo mal são o ponto alto do filme pois por mais cético que seja fica sempre o gostinho de que ele está fazendo uma besteira enorme com todos aqueles rituais. A sensação de medo por algo que possa acontecer é grande e quanto mais bizarro é o ritual mais você acredita que aquilo não acabará bem! Os rituais envolvem fogo, sangue, sexo, agulhas, sapos, dentes, cemitério e algum tipo de alucinógeno.

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E quando a Possessão do Mal acontece é quando a história desce a ladeira sem freios. A busca pelo que o Michael King tanto quer provar é mais interessante do que o encontro do objetivo. A partir do momento em que coisas estranhas começam a acontecer com ele é tão raso e bobo que simplesmente não nos importamos como ele vai sair/ ou não da situação. Sabe aqueles meninos chatos que ficam pirraçando o cachorro até que ele finalmente o morde? Pois é exatamente isso. Apesar disso é preciso também dar credito a cena que envolve Michael e sua irmã durante a noite, me lembrando um dos filmes que mais me marcaram a infância – Casa das almas perdidas – onde um demônio entra no corpo de uma adolescente e ela assedia sexualmente o próprio pai.

Antes de encerrar quero contar que deixei para o final um aspecto muito importante mas que se fizesse menção a ele no início do texto poderia correr o risco de alguém nem prosseguir. O filme é todo em formato documentário!! As imagens são do assistente do Michael, tem diversas câmeras espalhadas pela casa ou até mesmo algumas que ele pendura no pescoço ou segura por conta própria. Isso é absolutamente desnecessário e atrapalha muito o andamento do filme, principalmente quando o personagem está totalmente possuído mas insiste em fazer selfie (?) e filmar suas ações. Infelizmente é mais um “mockumentary” que deixa muito a desejar!


Filme: The Possession of Michael King A Possessão do mal

Direção: David Jung

Elenco:  Shane Johnson, Ella Anderson, Cara Pifko.

Sinopse: Michael King (Shane Johnson) não acredita em religião, espiritismo ou fatos paranormais. Enfrentando a morte da esposa, ele decide fazer seu próximo filme ligado à busca da existência de forças sobrenaturais. Michael permite que vários praticantes de artes ocultas testem os rituais mais pesados nele na intenção de provar que tudo é um mito. Porém, algo acontece.

Uma criatura meio doida que lembra a irmã do Ferris Bueller, finge que é nerd, adora filmes de terror mas tem medo de comédias românticas.

6 thoughts on “A Possessão do Mal – 2015

  1. Pelo visto parece que o pessoal gosta de explorar um ‘subgênero’, aqui no caso o Mockumentary, até não sobrar mais nada.

    Filmes de terror não são muito a minha praia, já gostei muito mais. A sorte de ter você sempre comentando é poder filtrar os melhores. Já vi que essa Possessão do Mal vou deixar passar bonito.

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